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Em sua primeira manifestação sobre o Caso Battisti desde que o Supremo Tribunal Federal colocou em suas mãos a decisão de determinar a extradição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi enigmático. Afirmou que já tem posição definida – mas que de forma alguma pretende antecipá-la.
Em entrevista, Lula disse:
– Já tenho a decisão. Mas não posso (revelar).
E acrescentou:
– Esta não é uma decisão sobre a qual um presidente da República possa insinuar. Preciso analisar os autos com minha assessoria jurídica para, então, saber o que fazer, e fazer. Aí, todos conhecerão a minha decisão – disse o presidente.
Lula disse ainda estar sereno quanto a possíveis repercussões do caso no Brasil e na Itália:
– Estou muito tranquilo, porque quem já passou pelo que já passei, já fez o que eu fiz, não vai ficar preocupado com o caso Battisti.
O presidente aproveitou para mandar um recado ao
ex-militante, que adotou há sete dias a greve de fome como forma de pressão. Ele
segue preso na Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal.
– Já disse para ele (Battisti) que pare com a greve de fome, porque eu já fiz greve de fome e sei que é um ato de desespero ou de ignorância, eu jamais faria outra vez. Isso não ajuda a ele, nós não estamos mais no momento de ficar recebendo esse tipo de pressão – afirmou.
Independentemente da decisão de Lula, como Battisti responde a processo penal no Brasil por falsificação de documentos e uso de passaporte falso, ele deve ficar no país até ser julgado. Seus advogados, contudo, ainda podem entrar com pedido de habeas corpus para que ele seja libertado.
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