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09 de novembro de 2009 | N° 16150AlertaVoltar para a edição de hoje

3 perguntas para

Paolo Giordano, 27 anos, autor de A Solidão dos Números Primos (Rocco), traduzido para mais de 20 línguas desde o início de 2008 e prestes a ser vertido para o cinema:

Zero Hora – A solidão, tema de seu livro de estreia, é sempre negativa?

Paolo Giordano –
Não, pelo contrário. Eu pessoalmente protejo a minha solidão. A solidão só é negativa quando é forma de isolamento, quando não é escolhida, mas imposta pelo ambiente. Quando era criança, sempre fazia lista dos melhores momentos da minha vida. E naqueles do topo da lista eu estava sempre sozinho.

ZH – Os traumas dos dois personagens principais serviram para dar mais densidade a seu romance?

Giordano –
Os traumas foram acontecendo e se fortaleceram. Mas há também, no livro, a solidão do adulto, a escolhida, sobretudo no personagem masculino. Quando ele é adulto, encontra a salvação dele neste mundo solitário e abstrato.

ZH – Você disse que só saberia escrever sobre crianças. Escreveria só para elas?

Giordano –
Não. Pelo menos por enquanto. É muito difícil escrever para crianças.

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