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25 de outubro de 2009 | N° 16135AlertaVoltar para a edição de hoje

Campanha apenas do lado de lá da fronteira

A movimentação provocada no Uruguai com as eleições presidenciais não ultrapassou a fronteira com o Brasil. Apesar de boa parcela de uruguaios residir em municípios gaúchos e de os candidatos terem percorrido as cidades fronteiriças, o clima envolvendo a votação só pode ser visto além da linha divisória. A calmaria deverá se confirmar neste domingo no Rio Grande do Sul.

Santana do Livramento reflete bem esse cenário. A proximidade com Rivera poderia ser um indício de que as campanhas seriam intensas nas duas cidades, mas a propaganda política se restringe às ruas riverenses. O pouco visto em Livramento deve-se aos 10 mil uruguaios que vivem na cidade.

– O mais forte é quando há eleição para a intendência (prefeitura) de Rivera, algo mais local, quando os candidatos buscam votos também do lado brasileiro – explica o jornalista uruguaio Nestor Chaves.

Em Barra do Quaraí, a efervescência que toma conta das ruas da vizinha Bella Unión não chega nem perto da ponte que liga os dois países. Mesmo que dezenas de moradores da cidade brasileira tenham nacionalidade uruguaia e o voto seja obrigatório no país, não há nenhum sinal de eleição.

Chuí é a exceção. Com cerca de 20% da população composta por uruguaios, a campanha é evidente também do lado brasileiro, com a presença constante de carros de som, faixas e bandeiras.

* Colaboraram Marina Lopes e Guilherme Mazui

RONAN DANNENBERG* | Livramento/Correspondente
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