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25 de setembro de 2009 | N° 16105AlertaVoltar para a edição de hoje

Barcas como alternativa ao trânsito?

Apesar de haver um projeto para transporte pelo Guaíba, ponto de parada na Zona Sul não está previsto

Barcas levando passageiros pelo Guaíba é uma imagem que pode fazer parte da paisagem da Zona Sul em um futuro próximo, mas sem previsão de estações na região. Está em estudo para lançamento o edital de licitação para transporte de pessoas entre a cidade de Guaíba e o centro da Capital, cujo trajeto deve passar próximo à Vila Assunção – onde, entre 1941 e 1958, havia um terminal para embarcações.

Moradores da Zona Sul que sonham com a possibilidade de se deslocar pelas águas para se livrar do trânsito engarrafado até o Centro, no Cais do Porto, por ora talvez tenham de se contentar apenas em ver as embarcações no horizonte. Apesar de atualmente não haver projetos que contemplem apenas o percurso Centro-Zona Sul, é algo possível de ser feito.

O diretor-superintendente da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan), Nelson Lídio Nunes, ressalta que nada impede tecnicamente que o vencedor da licitação se decida por fazer paradas na Zona Sul (leia entrevista ao lado). A Metroplan informou que vem trabalhando para lançar o edital o mais rápido possível, mas, antes, deve apresentá-lo à Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs) e à Procuradoria-Geral do Estado.

De volta ao passado
Até a inauguração da Ponte do Guaíba, em 1958, a travessia entre Porto Alegre e a cidade de Guaíba era feita por barcas, que chegavam e saíam da Capital por um terminal na Vila Assunção, desde 1941
Ao se decidir por desativar o sistema de barcas, em 1953, se cogitou uma ponte a partir da Assunção, com 50 metros de altura e 100 metros de vão
Esse projeto concorria com outros, mas teria custo maior por exigir trabalho de fundação sob a água para toda a extensão da estrutura
Fonte: Boletim do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) número 62/63, de março/junho de 1954
Relato do morador Luiz Arnaldo Zimmermann
“No fim de 1948, vim de Pelotas com minha mãe. Naquela época, podíamos ir de ônibus até a cidade de Guaíba e, ali, pegar uma barca que nos trazia à Capital. Descemos no terminal que tinha na Vila Assunção. O Guaíba é um lugar tão bonito. O deslocamento fluvial seria uma alternativa tanto de transporte quanto turística. Desafogaria o trânsito se pudéssemos nos deslocar do Centro até a Zona Sul pelas barcas.”

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