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26 de julho de 2009 | N° 16043AlertaVoltar para a edição de hoje

A mordida do Drácula

Ítalo Dessimon, nove anos, não lembrava bem, mas aquele dia no Margs não era a primeira vez em que visitava um “museu de quadros”. Lá, teceu considerações a respeito das obras.

Diante de A Creche, de Henry Geoffroy, em que um bebê dorme no berço, ele viu uma manchinha no pescoço da criança e perguntou para a mãe:

– Ele foi mordido pelo Drácula?

O próximo quadro em análise tinha figuras borradas – porque o autor não fazia questão de identificar os personagens, explicou a avó. Ítalo tinha outra hipótese:

– É para não ficar difícil de fazer...

Seguiu atento a outras obras e suas datas, e então chegou a Rosa e Azul, de Renoir. Observou que a menor das meninas estava com cara de choro. Parou, pensou e completou:

– Em quase todos os quadros que vi as pessoas parecem que vão chorar.

Frente a O Torso de Gesso, sorriu:

– Tenho um probleminha com estátuas sem cabeça, mas dessa vez gostei.

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