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Após a governadora Yeda Crusius fazer uma rodada de conversas com aliados no final de semana, o Palácio Piratini deve iniciar uma estratégia de disseminar ataques em diferentes frentes para contrapor a onda de denúncias de corrupção contra o governo. Um dos principais alvos deve ser o ministro da Justiça, Tarso Genro, candidato pelo PT à sucessão estadual em 2010.
Hoje, Yeda se encontra novamente com seu conselho informal num café da manhã para ajustar a reação à crise política, no Centro Administrativo do Estado. Integrantes do Executivo avaliam que o petista, como chefe da Polícia Federal (PF), está facilitando o vazamento de informações que prejudicam a gestão em razão de interesses eleitorais. Nos últimos meses, em mais de uma oportunidade a própria governadora disse que a oposição tem “fins golpistas”. Entre conselheiros de Yeda, existe a tese de que há uma conspiração de Tarso em parceria com a deputada federal Luciana Genro (PSOL), filha do ministro. Em fevereiro, Luciana divulgou
suspeitas
sem provas contra o Piratini dizendo que havia vídeos e áudios no Ministério Público Federal (MPF), relativos à suposta delação premiada do consultor Lair Ferst.
– O Tarso usa a PF como se fosse a sua Gestapo (polícia política da Alemanha nazista), guardando as devidas proporções – afirmou um aliado.
Na sexta-feira, a suposta atuação de Tarso nos bastidores foi novamente abordada por membros do primeiro escalão. Em entrevistas gravadas no final de semana para emissoras de TV e que devem ir ao ar hoje, a governadora também se manifestou sobre a suposta interferência do ministro. Essa desconfiança começou quando estourou a Operação Rodin, em novembro de 2007, que investigou o desvio de pelo menos R$ 40 milhões do Detran. O senador Pedro Simon (PMDB) e o deputado federal José Aníbal (PSDB) já deram declarações públicas nessa linha.
Como resultado dos sucessivos encontros, secretários esperam para os próximos dias o anúncio de medidas jurídicas e
políticas contra a crise política provocada
pelas suspeitas. Existe a avaliação de que a enxurrada de denúncias desestabiliza Yeda ao desmobilizar a base na Assembleia Legislativa.
marciele.brum@zerohora.com.br
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