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Durante duas horas, os moradores da Avenida Sarandi, na zona norte da Capital, tiveram de assistir à agonia e ao massacre de um poodle, estraçalhado por um pitbull solto e sem coleira. O ataque ocorreu por volta das 7h de ontem, quando a farmacêutica Kátia Bagatoli, 31 anos, saiu para passear com Lucky, o seu poodle branco que a acompanhava havia 10 anos.
Assim que fechou o portão do prédio em que mora, antes mesmo de dar os primeiros passos, um jovem passou de bicicleta e, atrás dele, um pitbull. O animal avançou contra ela e seu cão de estimação.
– O pitbull veio para cima e puxou o Lucky – relatou a farmacêutica.
Em desespero, ela e um porteiro de um prédio vizinho tentaram tirar Lucky das garras do animal, mas, em poucos segundos, o pitbull matou o poodle. Sem largar a presa, rosnava para quem tentava chegar perto. O suposto dono do animal, a pessoa que estava na bicicleta, fugiu do local.
Conforme Kátia, os policiais chegaram
entre 40 minutos e uma hora depois. O
tenente-coronel Florivaldo Pereira Damasceno, comandante do 20° Batalhão de Polícia Militar, disse que a primeira guarnição foi ao local em 10 minutos, mas não tinham equipamento para prender e levar o pitbull. Durante 60 minutos, os moradores e Kátia ficaram observando o cão estraçalhado.
Policiais do Batalhão Ambiental puseram uma corda em torno do pescoço do pitbull. A seguir, foi encaminhado ao Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura.
Segundo o tenente-coronel Pereira, os PMs não mataram o pitbull pois seria arriscado disparar um tiro por causa da quantidade de pessoas que acompanhavam o caso na rua.
O oficial ressaltou que o responsável pelo pitbull poderá sofrer a punição prevista na legislação de crimes ambientais, que é de três meses a um ano de prisão e multa de R$ 200.
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