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Antes mesmo de ser chamado pelo Ministério Público Estadual, o vice-governador do Estado, Paulo Afonso Feijó, entregou documentos ontem com o objetivo de demonstrar a lisura de seus negócios com a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). Na saída, cometeu um ato falho: – Quem deve não teme.
Por volta das 17h, Feijó se reuniu com a procuradora-geral em exercício do MP, Ana Maria Schinestsck, por cerca de uma hora na sede do MP. Na chegada, o vice evitou a imprensa e entrou no prédio pelo estacionamento. Ao final do encontro, ele se limitou a dar declarações curtas durante dois minutos.
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quem são os personagens
– Vim ao MP me antecipar aos
fatos como qualquer autoridade deve fazer na busca pela transparência e entregar todo tipo de informação e documentos. Como homem público, devo ter a maior transparência possível também na minha vida empresarial – explicou Feijó.
Alvo do deputado estadual Coffy Rodrigues (PSDB), que pediu a investigação na segunda-feira, Feijó garantiu que participará de qualquer CPI para investigar o governo. O tucano quer reunir elementos para tentar comprovar que o vice cometeu improbidade administrativa ao assinar um contrato de prestação de serviços com a Ulbra. Entre 2006 e 2007, uma das empresas do vice, a A.Paulo Feijó SA, prestou consultoria à instituição intermediando a venda da carteira de saúde da universidade. Para Coffy, Feijó não poderia ter assinado o contrato com a Ulbra porque a instituição recebe recursos públicos.
– É importante uma CPI até mesmo para investigar isso que foi colocado perante mim. Sempre apoiei qualquer CPI – relatou o
vice.
Tucano prepara pedido de impeachment do
vice
Nos próximos dias, Coffy deve acionar também o Ministério Público Federal (MPF). Enquanto aguarda respostas de pedidos de informações ao governo do Estado, o tucano também prepara um pedido de impeachment do vice a ser protocolado na Assembleia Legislativa.
O vice-governador não comentou as declarações do ex-diretor da Simpala Aroldo Sartori, que na segunda-feira negou a Zero Hora ter entregue a Feijó R$ 25 mil a título de contribuição para a campanha da governadora Yeda Crusius. Com as declarações de Sartori, já são dois os citados por Feijó que negam o episódio (veja quadro ao lado). Na semana passada, o tesoureiro de campanha de Yeda, Rubens Bordini, rechaçou a versão de Feijó.
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