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31 de março de 2009 | N° 15924AlertaVoltar para a edição de hoje

Imóveis e carros de suspeito da Solidária estão indisponíveis

Ex-secretário de Governo de Canoas, Chico Fraga teve patrimônio considerado incompatível com renda

A Justiça Federal determinou o bloqueio de mais de 60 imóveis e veículos de Francisco Fraga, ex-secretário de Governo de Canoas, e de pessoas ligadas a ele.

O patrimônio, investigado inicialmente pela Operação Solidária, soma mais de R$ 8 milhões e seria incompatível com a renda de Chico Fraga. A decisão é da 1ª Vara Federal Criminal de Porto Alegre, especializada em crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro.

O bloqueio, que visa a garantir eventual ressarcimento ao erário de valores supostamente desviados, ocorreu como parte de um novo inquérito, com foco em lavagem de dinheiro, instaurado pela Polícia Federal (PF) a partir da investigação da Operação Solidária. A nova apuração foi solicitada pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. A PF não fala sobre o trabalho, mas confirma a existência do inquérito e do andamento de diligências. Fraga foi intimado ontem e deve depor nos próximos dias.

Cartórios de registro de imóveis e o Detran já receberam a ordem referente aos bens sequestrados pela Justiça. Por conta do bloqueio, os bens passam a ter restrições e não podem ser negociados. Os imóveis que são alvo da ordem estão localizados principalmente em Porto Alegre, Canoas e Tramandaí. Um dos apartamentos com restrição judicial fica em um prédio na Rua Quintino Bocaiúva, na Capital, e teria sido dado a Fraga por uma empresa em pagamento por benefícios obtidos em contratos públicos.

Os imóveis e veículos bloqueados pela Justiça estão em nome de Fraga e de pessoas ligadas a ele que seriam, conforme a investigação federal, usadas como laranjas para despistar o acúmulo de patrimônio. No inquérito da Operação Solidária, instaurado em novembro de 2007, o ex-secretário-geral de governo de Canoas já era citado como suposto mentor de operações de lavagem de dinheiro. Foi por conta das operações financeiras supostamente ilegais descobertas na Solidária que o novo inquérito foi aberto.

Estou acompanhando essa investigação, mas não posso dar detalhes porque está sob segredo de Justiça. Meu cliente já tinha bens bloqueados pela Justiça por causa do processo da Operação Rodin.

adriana.irion@zerohora.com.br

ADRIANA IRION
Contraponto
O que diz Ricardo Cunha Martins, advogado de Francisco Fraga
Estou acompanhando essa investigação, mas não posso dar detalhes porque está sob segredo de Justiça. Meu cliente já tinha bens bloqueados pela Justiça por causa do processo da Operação Rodin.

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