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29 de março de 2009 | N° 15922AlertaVoltar para a edição de hoje

Em busca do divórcio amigável

Indefinido entre Fogaça e Rigotto, PMDB sonha com candidatura própria sem macular Yeda

Dezoito meses antes da sucessão estadual em 2010, o PMDB desenha a estratégia para recuperar o Palácio Piratini sem sangrar a governadora Yeda Crusius. Peemedebistas de relevo comemoram resultados do ajuste fiscal e querem garantir a governabilidade, mas há quem torça para que as dificuldades políticas, uma das maiores fragilidades do Executivo, persista até a ida às urnas.

O plano, segundo um cacique peemedebista, é colher os louros de realizações da governadora sem assumir o fardo de erros políticos e suspeitas de corrupção.

– O PMDB tem de torcer para Yeda ir razoavelmente bem administrativamente e não tão bem politicamente. Assim, poderemos vencer a eleição. Se ela for muito mal, o PT volta. Se for muito bem, será uma candidata fortíssima – avaliou um parlamentar.

Peemedebistas sonham com um candidato próprio da sigla capaz de manter sintonia com a sociedade. Na mais recente pesquisa do Datafolha sobre popularidade de governadores, divulgada na terça-feira, Yeda recebeu a nota 4,3, a mais baixa entre 10 avaliados. Um cacique do PMDB diz que caberá ao partido defender a união dos gaúchos num Estado conflagrado por suspeitas, prevendo que ninguém será mais duro nas críticas à governadora do que o PT.

– Não queremos brigar com Yeda nem com o PT. Vamos propor um projeto melhor. O Rio Grande entrou novamente em uma fase de muita disputa, o que não é bom – avalia o deputado estadual Alexandre Postal (PMDB).

Com uma dupla de candidatos competitivos no páreo, o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, e o ex-governador Germano Rigotto, o PMDB está preocupado com a resistência dos dois em concorrer. No momento, a aposta é viabilizar uma aliança com PDT e PTB até o final do ano e pressionar o prefeito da Capital a concorrer. Depois de se tornar o primeiro reeleito ao governo da Capital desde a República Velha, Fogaça passou a ter sua candidatura ao Piratini exigida por aliados. Alguns nutrem a expectativa de atrair para a aliança o PSB, aliado histórico do PT.

– O problema são nomes. Fogaça é o nome, mas posso falar nele? Não, porque ele diz que não é candidato – explicou o senador Pedro Simon, presidente estadual do PMDB.

marciele.brum@zerohora.com.br

MARCIELE BRUM
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