Confira os profissionais que assinam os projetos desta edição do caderno Casa&Cia
Material curinga está presente em áreas da Mostra Casa&Cia Praia
O chefe da casa Civil, José Alberto Wenzel, cometeu um erro de cálculo ao tentar impedir, na Justiça, a entrada de uma equipe de reportagem da RBS TV no presídio de Caxias do Sul. Wenzel procurou o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Armínio José da Rosa, e começou a conversa dizendo que a governadora Yeda Crusius estava preocupada com a exposição das mazelas do sistema carcerário do Rio Grande do Sul, na chocante série de reportagens do jornalista Daniel Scola. O desembargador ouviu o secretário e respondeu:
Acho que essas reportagens não deveriam ser mostradas só na RBS. Deveriam estar na CNN para mostrar ao mundo o que ocorre nos nossos presídios.
Wenzel disse que estava preocupado com a segurança dos repórteres e que a governadora encaminharia um pedido para proibir a imprensa de entrar nos presídios de Caxias. Armínio sugeriu que o Piratini não fizesse isso, porque ouviria um sonoro não. Tarde demais: o pedido já havia sido protocolado.
Meia hora depois, Armínio indeferiu o pedido alegando falta de motivos para barrar o trabalho da imprensa. Explicou que, além disso, não cabia dar liminar porque não havia decisão alguma da Justiça de Caxias para permitir a entrada da equipe. Havia apenas um acordo verbal entre a juíza e a repórter Ana Luiza Pizarro.
O desembargador tem razão: as degradantes imagens dos presídios, mostradas na RBS TV, em Zero Hora e em zerohora.com, merecem correr o mundo, sim, para mostrar como a sociedade gaúcha trata seus presos. Quem acompanhou o passeio das câmeras pelos corredores infectos e acompanhou os relatos de Scola se pergunta como é possível esperar que um criminoso se recupere vivendo em condições tão desumanas. A superlotação, somada à precariedade das instalações e à falta de condições para que os presos estudem e trabalhem, torna praticamente impossível a ressocialização.
O mais incrível é que existe dinheiro federal para novos presídios, mas o governo simplesmente não consegue construí-los porque os municípios com honrosas exceções se recusam a aceitar uma cadeia em seu território. Não é de hoje que a sociedade fecha os olhos para as condições dos presídios, como se a pena de privação da liberdade devesse ser acrescida do castigo de viver em verdadeiras pocilgas.

Em um dia de compromissos oficiais em Porto Alegre, a ministra Dilma Rousseff recebeu tratamento VIP, ciceroneada por deputados de diferentes siglas, como o deputado federal Mendes Ribeiro Filho, cujo partido, o PMDB, deverá ter o PT como adversário local.
Depois de palestrar durante uma hora para uma plateia composta por políticos, empresários e sindicalistas na Assembleia, Dilma foi indagada sobre que efeito na sucessão do presidente Lula terão as medidas anunciadas para estimular a economia. A resposta foi digna de uma potencial candidata:
O governo quer sair bem da crise porque quer fazer o que é importante para a população e conquistar o respeito de outros países no mundo.
Na esplanada da Assembleia Legislativa, por onde a ministra Dilma Rousseff entrou para participar de audiência pública, uma instalação preocupou os seguranças. Era uma mesa sobre a qual repousava um bolo decorado com chantilly branco. Forma de protesto comum no Exterior, a imagem de um bolo arremessado contra uma autoridade suscitou um chega-pra-lá. Os jovens do Instituto Biofilia, que se opõem a hidrelétricas, admitiram que o bolo era para a ministra para comer, não para melar.
A defensora pública-geral do Estado, Maria de Fátima Záchia Paludo escapou de ter de pagar multa diária por não dispor de defensores suficientes no Interior para fazer plantões 24 horas.
Na semana passada, a Justiça de Vacaria deferiu um pedido do Ministério Público que obrigava a Defensoria Pública a apresentar escalas de plantões dos defensores na cidade, sob pena de multa diária a Maria de Fátima. A liminar foi suspensa nesta semana pelo Tribunal de Justiça.
A Defensoria, que responde a 11 ações semelhantes, afirma não ter defensores suficientes.
A nova procuradora precisará de muita habilidade para administrar o Ministério Público depois de ter recebido o voto de somente 41,94% dos colegas, enquanto Mauro Renner teve 69,68%.
Promotor que diz ter sido ludibriado pelo ex-ouvidor Adão Paiani para entregar escutas de uma investigação de crime eleitoral em Lajeado, Pedro Rui Porto afirmou ontem que a utilização do sistema de consultas restrito para investigar a ficha criminal do ex-deputado petista Luis Fernando Schimidt foi algo meio besta.
A ficha estava no cartório para quem quisesse ver disse.

Para surpresa dos petistas presentes, o deputado federal Eliseu Padilha (PMDB) esteve ontem na solenidade de inauguração do Centro de Design da Ceitec, na Lomba do Pinheiro, na Capital.
O parlamentar chegou quase junto com a ministra Dilma Rousseff.
Padilha, que passou a semana dando explicações sobre suspeitas de seu envolvimento em fraudes apuradas na Operação Solidária, publicadas na edição passada da Revista IstoÉ, deixou o local quando a ministra foi atender a imprensa.
A escolha de Simone Mariano da Rocha como procuradora-geral de Justiça foi justificada pelo Piratini pela disposição de Yeda Crusius de ser a primeira a nomear uma mulher para a chefia do Ministério Público
- A informação publicada ontem de que vereadores de Caxias do Sul discutem reajustar os salários de 52 cargos em comissão da Câmara foi rechaçada por 16 dos 17 vereadores.
- Em nota, os vereadores dizem que o colega Daniel Guerra (PSDB) faltou com a verdade ao dizer que o assunto havia sido discutido em um encontro.
- A deputada Maria do Rosário não acompanhou a visita da ministra Dilma Rousseff, ontem, porque na mesma hora defendia sua tese de mestrado, na UFRGS, sobre exploração sexual infantil.
- Assessor da presidência da CEEE quando Dilma Rousseff foi secretária Estadual de Minas e Energia, Mateus Bandeira se reencontrou ontem com a ex-chefe na cerimônia da Assembleia.
- Ao discursar, Bandeira disse ter tido a honra de trabalhar com Dilma e sugeriu medidas ao governo federal para auxiliar os Estados a enfrentarem a crise econômica mundial. Os dois, porém, não conversaram.