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18 de janeiro de 2009 | N° 15852AlertaVoltar para a edição de hoje

Detalhes que classificam

Na briga acirrada por uma vaga, são os detalhes que podem fazer a diferença na hora da prova. Pode parecer pouco, mas com a alta concorrência, mesmo meia hora a mais de estudo por dia é o que pode lhe render o acerto naquela questão decisiva para a classificação.

Uma pequenas atitude como a adotada por Fabiane Gomes Maia, 30 anos, por exemplo, foi importante na conquista. Para ela, o fato de ter montado um escritório exclusivo para estudos dentro de casa foi a melhor maneira de aproveitar o tempo. Com todo material organizado em um só lugar não há motivos para dispersão.

– Com um ambiente separado especialmente para esta finalidade, fica claro e rende mais o momento de dedicação ao concurso. E até ganho um respeito maior das pessoas com quem eu moro porque meu esforço fica visível. O risco de ser interrompido ao ler deitado no sofá da sala é muito maior do que de quando se tem um local especial para isto – assegura Fabiane.

Michael Martins, que desde os 19 anos participa de concursos públicos com o objetivo de seguir a carreira jurídica, tem hoje 23 anos e já é secretário de diligências da Promotoria de Justiça de Santana do Livramento. Ele ainda almeja mais. Para isso, pretende cursar Direito e pleitear as vagas de curso superior na área que escolheu para se profissionalizar.

Rotina de cinco horas diárias e motivação extra

Após algumas tentativas frustradas nas primeiras seleções que disputou, Martins decidiu montar um plano de guerra para atingir o objetivo de se tornar servidor público.

– Eu encaro o concurso não como um obstáculo difícil de ultrapassar, mas sim como uma oportunidade real de conquistar o que se deseja. Para tanto, elaborei um quadro onde estipulei horários para o estudo, subdividindo-os de acordo com a importância que determinadas matérias ocupavam frente às demais. Pode parecer maluquice, mas esse quadro-horário recebeu um nome: “46 dias para o sucesso”. Eram 46 dias que me separavam da tão esperada prova – conta Martins.

A rotina de Martins seguia um roteiro bem definido de estudos. O programa incluía estudar cinco horas diárias, mas ele percebeu que, mesmo acreditando ter estudado todo o edital, não o fazia.

Para vencer essa limitação, Martins criou um método bem particular de se motivar e ganhar fôlego para voltar aos livros e cadernos. Quando arrefecia a vontade de estudar, por causa do cansaço, o candidato dava um jeito de ir até o prédio do Ministério Público na cidade.

– Isso me motivava. Comecei a me visualizar detentor do cargo almejado. Imaginava-me trabalhando, cumprindo diligências, ajudando em investigações – explica o jovem servidor.

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