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30 de novembro de 2008 | N° 15805AlertaVoltar para a edição de hoje

Chuva no início do sábado

Uma garoa intermitente, que se estendeu pela madrugada e avançou pela manhã de sábado, seguiu castigando Blumenau, Ilhota e Gaspar, três dos municípios mais atingidos pela catástrofe ambiental ocorrida em Santa Catarina, no final de semana.

A enxurrada que fez morros desabarem e alagou ruas e avenidas matou mais de uma centena de pessoas no Estado vizinho.

Na manhã de sábado, o clima era de reconstrução e limpeza em Blumenau. Na garagem do prédio onde mora, na Rua Amazonas, o metalúrgico Renato Martins, 34 anos, retirava o lodo com enxada.

– Essa chuvinha, para nós, não é problema porque estamos longe dos morros. Quem sofre é o pessoal que vive em locais com risco de desabamanto – diz Martins, um pouco antes de lotar um carrinho de mão com barro e lama.

Distante cerca de 50 metros de Martins, no mesmo bairro Garcia, o pizzaiolo Fernando Bertotto, 38 anos, trocava as massas e os molhos pelo cimento e blocos de concreto.

– Estamos substituindo o vidro por blocos de concreto com vigas na frente da loja. Temos que nos preparar para as próximas enchentes. É um acabamento um pouquinho mais feio mas vai ficar bonito – diz o precavido Bertotto.

O drama do deslizamento
É um fenômeno provocado pelo escorregamento de materiais sólidos, como solos, rochas, vegetação ou material de construção ao longo de terrenos inclinados, denominados de encostas, pendentes ou escarpas. A ocupação caótica das encostas urbanas é a principal causa dos escorregamentos, causadores de importantes danos humanos, inclusive de mortes, além dos danos materiais e ambientais, e dos graves prejuízos sociais e econômicos.
1) O que fazer ao verificar os riscos de deslizamento de um morro ou encosta?
– Avisar os vizinhos sobre o perigo, no caso de casas construídas em áreas de risco de deslizamento. Avisar imediatamente o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil
– Convencer as pessoas que moram nas áreas de risco a saírem de casa durante as chuvas
– Com a comunidade, elaborar um plano de evacuação
2 – Quais são os sinais do problema?
– Se verificar o aparecimento de fendas, depressões no terreno, rachaduras nas paredes das casas, inclinação de tronco de árvores, de postes e o surgimento de minas d’água, avisar imediatamente a Defesa Civil
3 – O que fazer para evitar
– Não destruir a vegetação das encostas
– Consertar vazamentos o mais rápido possível e não deixar a água escorrendo pelo chão. O ideal é construir canaletas
– Juntar o lixo em depósitos para o dia da coleta e não deixá-lo entulhado no morro
– Não fazer cortes nos terrenos de encostas sem licença da prefeitura, para evitar o agravamento da declividade
– Solicitar à Defesa Civil, em caso de morros e encostas, a colocação de lonas plásticas nas barreiras
– As barreiras devem ser protegidas com vegetação que tenham raízes compridas, grama e capins que sustentam mais a terra
– Em morros e encostas, não plante bananeiras e outras plantas de raízes curtas, porque as raízes dessas árvores não fixam o solo e aumentam os riscos de deslizamentos
Fonte: Fonte: Projeto de Percepção de Risco – Defesa Civil de Santa Catarina

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