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24 de agosto de 2008 | N° 15705AlertaVoltar para a edição de hoje

Público de festa gaúcha cresce 900%

No Rio Grande do Sul, as festas de música eletrônica reúnem públicos maiores a cada ano. A rave realizada em 9 de agosto, em Viamão, por exemplo, uma das principais do Estado, viu seu público saltar de 800 para 8,2 mil pessoas entre a primeira edição, em 2005, e a mais recente, este mês – um acréscimo de 900%.

Nas festas, existe uma tentativa de coibir o consumo de ecstasy, mas os produtores e a polícia encontram dificuldades. O material de divulgação impresso e eletrônico costuma fazer referência à proibição do consumo de entorpecentes. Entre os organizadores, o termo rave é evitado para fugir do estigma de festa em que se consome ecstasy.

– A preocupação é total. A gente apóia a diversão, e não o consumo de drogas. Claro que não conseguimos coibir totalmente – admite Paulo Rossato, produtor de festas de música eletrônica no Rio Grande do Sul.

Os seguranças que atuam nas raves são orientados a apreender a droga avistada e a retirar os usuários do ambiente.

– Queremos que as pessoas conheçam as festas pela música e não pela droga. Temos controle rígido e contato com autoridades, até para verem que o nosso trabalho é sério – conta o DJ Juan Rodrigues, que produz festas eletrônicas no norte do Estado.

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