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16 de agosto de 2008 | N° 15697AlertaVoltar para a edição de hoje

  • E surge o Maluf paraguaio

    As suspeitas de corrupção não guardam fronteiras, mesmo. Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva partia do Paraguai, no aeroporto, um homem se aproximou do enviado especial de ZH e perguntou se ele era jornalista. Mediante a resposta afirmativa, fez o seguinte comentário, seguido de outra indagação:

    – Falam muito mal do meu tio no Brasil. É verdade que ele rouba?

    Mas quem é o tal tio? Ele, então, mostrou sua credencial: Arnaldo Maluf. Filho de um primo-irmão de Paulo Maluf e funcionário do aeroporto.

    – Ele é rico, eu sei. Sou pobre, mas sou feliz.

    É o Maluf paraguaio.

  • O pão dos pobres

    Um hábito tradicional no Paraguai é comer pãezinhos chamados de chipá. Nas ruas de Assunção, eles são vendidos por homens que carregam bandejas na cabeça. Um chipá custa o equivalente a R$ 0,30. É o sabor paraguaio nas ruas.

    Vale o custo-benefício.

  • Para a resposta devida, a pauta encomendada

    No meio da tarde de ontem, a organização da posse de Fernando Lugo chamou uma entrevista coletiva com o próprio Lugo, Hugo Chávez (Venezuela) e Rafael Correa (Equador). Na chegada, a lista dos jornalistas que fariam as perguntas já estava completa, com nomes de jornalistas da imprensa oficial dos três países. O cenário foi completado por uma claque do governo venezuelano que empunhava bandeirinhas da Venezuela e aplaudia sempre que Chávez falava.

    A primeira pergunta ao presidente:

    – Como o senhor está resolvendo o problema da pobreza na Venezuela?

  • O alvo são os outros

    Sinal de que Fernando Lugo vive aquele velho momento de trégua com seu povo nos primeiros dias. As caricaturas ambulantes, ontem, eram dos colegas Evo Morales (Bolívia) e Lula. Os dois têm pendências históricas com o Paraguai.

  • Só para mulheres, organizando a fila do banheiro

    Na Praça da Independência, milhares de pessoas se concentravam para ver a posse do novo presidente. Homens e mulheres. Uma multidão. Mas apenas três banheiros químicos estavam destinados às mulheres. Muitas delas tomavam o tererê, o mate típico paraguaio, que, diferentemente do chimarrão, é servido bem gelado. Resultado: formou-se uma autêntica, longa e feminina “fila do xixi”.

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