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25 de maio de 2008 | N° 15612AlertaVoltar para a edição de hoje

Acompanhamento reduz mortes

Se pacientes que tentaram suicídio forem acompanhados ao longo de seis meses, mortes serão evitadas.

É o que revela uma pesquisa coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em oito países, com 2.285 pacientes que deram entrada em prontos-socorros ao atentar contra a própria vida.

Separados em dois grupos, receberam tratamentos diferenciados: 1.117 contaram com atendimento habitual (cuidados de emergência e encaminhamento para um serviço público de saúde, como até agora é feito na maioria das cidades gaúchas), e outros 1.168 passaram por intervenção especial (entrevista e telefonemas periódicos da equipe, semelhante ao que recomenda a Estratégia Nacional de Prevenção do Suicídio, do Ministério da Saúde).

- Ainda no pronto-socorro ou logo após a alta, eram entrevistados. Nesta conversa, recebiam informações sobre recursos disponíveis na rede. Nas semanas seguintes, faziam-se novos contatos, geralmente por telefone - conta o médico Neury Botega, professor da Universidade de Campinas (Unicamp), que também participou do estudo.

Ao final de 18 meses, 55 que receberam a intervenção especial se mataram. No outro campo, que teve atendimento convencional, houve 250 mortes - quase cinco vezes mais.

- Se você puder acompanhar as pessoas por seis meses, você estará atingindo 80% de altíssimo risco - constata Botega.

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