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25 de maio de 2008 | N° 15612AlertaVoltar para a edição de hoje

A influência da colonização

Para o médico Neury Botega, professor do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a influência alemã e italiana na colonização do Rio Grande do Sul deve ser levada em consideração na interpretação do fenômeno.

Nessas culturas, há um perfil mais exigente, que torna a cobrança de resultados maior. Talvez encare insucessos como fracassos pessoais, o que pode levar a uma maior vulnerabilidade ao comportamento suicida.

Botega diz que pesquisas derrubaram suspeitas de que mais eficiência no registro de óbitos e a influência dos agrotóxicos na cultura fumageira empurrariam para cima as estatísticas no Estado.

O CONTEXTO
Há quase dois séculos, colonos alemães ajudaram a construir os pilares do desenvolvimento no Estado. Nove municípios foram fundados por alemães nos cem primeiros anos da imigração. Outros 10 emanciparam-se posteriormente. Alguns, como Venâncio Aires, Não-me-Toque e Agudo, ostentam altas taxas de suicídio, com 26,4, 19,5 e 22,1 casos por grupo de 100 mil, respectivamente. Processo semelhante ocorreu com italianos. Ergueram cidades, entre elas Guaporé e Silveira Martins, cujos índices de suicídio são maiores do que o dobro da média do Estado: 22,3 e 36,6 para grupo de 100 mil cada uma delas.

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