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18 de maio de 2008 | N° 15605AlertaVoltar para a edição de hoje

Vandalismo na fazenda invadida

Na Estância do Céu, movimento - que reclama de exageros da polícia - deixou um rastro de depredação

A tensão dominava São Gabriel quando, em 18 de abril, PMs cercaram a Estância do Céu, de propriedade de Alfredo Southall. Queriam a retirada dos militantes do MST, que a ocupavam há quatro dias. Preocupado que não houvesse conflito, o ouvidor-agrário do Estado, Adão Paiani, acompanhou passo a passo as negociações. A desocupação da fazenda foi pacífica.

O choque para Paiani veio depois, quando foi inspecionar a fazenda. Fez isso junto a peritos criminais, apenas meia hora depois da retirada dos militantes do MST. O que encontrou, segundo suas próprias palavras, foram "marcas de vandalismo e atrocidades difíceis de esquecer".

Dentro de um poço de água, outrora potável, boiavam animais. Dois eram gatos, "mortos com vestígios de extrema crueldade", conforme o relatório elaborado por Paiani.

Existiam fezes espalhadas por toda a casa, boa parte da residência estava destelhada, vários livros estavam rasgados e espalhados pelo chão. Janelas foram quebradas. Havia garrafas e vidros espatifados, paredes pichadas, banheiros danificados, defensivos agrícolas derramados. O ouvidor também localizou estacas de madeira e bambu cravadas no solo, com arames de cerca espalhados ao seu redor.

- Vimos ainda botijões de gás para serem utilizados de combustível para atear fogo em caso de invasão da força policial - afirma Paiani, que, entre 190 fotos, registrou também uma botija de 20 litros com óleo diesel e pano para servir de estopim, uma versão gigante do "coquetel molotov".

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