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Sem reajustar os combustíveis, com crescimento modesto na produção e ainda prejudicada pela desvalorização do dólar, a Petrobras registrou lucro 17% menor em 2007. O resultado chegou a R$ 21,512 bilhões, contra R$ 25,919 bilhões no ano anterior.
O desempenho poderia ter sido melhor não fosse o atraso na entrada em operação de duas plataformas programadas para o primeiro semestre de 2007, mas que só começaram a produzir no fim do ano, diz Nelson Rodrigues Matos, analista do Banco do Brasil. O resultado foi a expansão de apenas 0,8% da produção: de 1,778 milhão de barris no Brasil na média de 2006, para 1,792 milhão de barris por dia no ano passado.
O câmbio pesou negativamente porque, ao converter para o real suas receitas em moeda estrangeira, obtidas nas exportações e nas subsidiárias no Exterior, houve perdas. Com isso, o faturamento cresceu 7,8%, abaixo das estimativas iniciais. Ficou em R$ 170,6 bilhões em 2007, ante R$ 158,2 bilhões em 2006. Gastos com o fundo
de pensão dos
funcionários também prejudicaram o resultado, avaliou a empresa.
Ainda de acordo com o balanço, os custos aumentaram em 2007. A extração (lifting cost) passou de
US$ 6,59 para US$ 7,70 por barril, alta de 17%. E o custo de refino aumentou em 24% no país, subindo de US$ 2,29 para US$ 2,85 por barril.
O lucro antes de despesas financeiras, impostos, depreciação e amortizações (Ebitda) da Petrobras chegou a R$ 50,275 bilhões em 2007, valor 1% menor do que no ano anterior.
Em comunicado ao mercado, a estatal ainda informou que estuda prosseguir no processo de compra dos postos de combustíveis da Esso no Brasil. Há rumores de que a Petrobras se uniu a dois concorrentes, o grupo Ultra e a distribuidora AleSat, para conseguir concretizar o negócio.
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