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 | 21/09/2009 | 19h05min

CPI da Corrupção: citados nos áudios e por Buchmann se defendem

Advogado de Genilton Ribeiro diz que entrou com ação criminal contra o ex-presidente do Detran

A CPI da Corrupção divulgou hoje novos áudios e um trecho do depoimento do ex-presidente do Detran, Sérgio Buchmann, ao Ministério Público Federal (MPF). Em uma das gravações, o deputado Marco Peixoto (PP) estaria conversando com o ex-diretor da CEEE, Antonio Dorneu Maciel, sobre uma reunião que teria havido com a governadora Yeda Crusius. Ouça aqui.

O deputado Marco Peixoto (PP) alega que não lembra da reunião, mas se defende dizendo que todos os encontros com a governadora Yeda foram para tratar de assuntos ligados ao Conselho Político ou de algum projeto que seria discutido na Assembleia Legislativa, onde ele era líder da bancada. Ele se diz tranquilo e nega que tenha conhecimento da fraude do Detran.

— Até porque eu nem sabia que havia futuramente estas pessoas denunciadas e se fosse isso, jamais eu teria participado ou colaborado para participar de alguma reunião — afirmou Peixoto.

Confira especial sobre a crise que atinge o Piratini. 

No seu relato, Buchmann conta que foi procurado por Genilton Ribeiro, secretário adjunto da Secretaria da Fazenda, que o orientava a ficar quieto sobre os problemas do Detran. Além disso, Buchmann afirmou que a governadora Yeda Crusius era chantageada por diversas pessoas, entre elas o próprio marido, Carlos Crusius, que, segundo Buchmann, atuava diretamente para determinar os percentuais da propina.

O advogado de Carlos Crusius, César Bittencourt, afirma que não há provas lícitas contra os eu cliente. Ele alega que estas provas contra Carlos Crusius foram preparadas com a finalidade específica, pois Buchmann sabia que estava sendo gravado.

— O ex-diretor não diz que ouviu, que viu ou que comentou. Diz que ouviu falar, que alguém teria comentado. Estas coisas são crendices e ademas são provas absolutamente ilícitas, construídas de forma ilícita juntadas no processo, que aliás, já foram corretamente afastado pela juíza Simone (Barbizan Fortes), demonstrando que isso não é prova, nem indício. Aliás, estas pessoas podem vir a responder por isso mais adiante — afirmou Bittencourt.

No seu depoimento, Buchmann afirmou que ficou sabendo dos fatos envolvendo Carlos Crusius por meio do secretário adjunto da Secretaria da Fazenda, Genilton Ribeiro, que estaria inclusive o orientando a ficar calado e parar de conceder entrevistas. O advogado de Genilton Ribeiro, Thomaz Serpa, disse que seu cliente nega que tenha se encontrado com Buchmann e afirma já ter ingressado com ação criminal contra o ex-presidente do Detran. Segundo o advogado, na sua resposta à Justiça, Buchmann disse não ter conhecimento ou provas se o conteúdo da conversa era realmente verdadeira.

— Ele fala na sua resposta jurídica que não sabe o que o meu cliente falou é verdade. O meu cliente já alega que não houve esta conversa, mas ele diz que não sabe se é verdade esta conversa. Então, isso já é um ponto que a gente pensa a responsabilidade de uma pessoa falar perante a sociedade uma situação que ele não sabe se é verdade — afirmou Serpa.

> Confira do que tratam os áudios e o vídeo divulgados hoje:

No primeiro áudio, o ex-presidente do Detran, Flávio Vaz Netto, conversa com Andrea Flores Vieira, sua amiga e procuradora-geral do Estado e assessora do relator da CPI do Detran, Adilson Troca (PSDB). Os dois conversam sobre o afastamento de Andrea. Vaz Neto relata a pressão que teria feito para a permanência de Andrea. Ouça aqui.

Na segunda gravação, Vaz Netto conversa com Fabiana em 21/05/2008, às 12h17min. O ex-presidente do Detran afirma que vai pedir para voltar à CPI do Detran e irá delatar o ex-secretário geral do governo do Estado Delson Martini e a governadora Yeda Crusius. Ouça aqui.

O terceiro áudio é de uma conversa entre ex-diretor da CEEE, Antonio Dorneu Maciel e Flávio Vaz Netto, que negociam os recursos para o consultor Lair Ferst. Ouça aqui.

Na quarta gravação, Flávio Vaz Netto tranquiliza Buti (Luiz Paulo Rosek Germano, irmão do deputado José Otávio Germano). O ex-presidente do Detran alerta que, para "tirar o sono", somente "o cara da miss", em uma referência a Lair Ferst, casado com a ex-miss Brasil, Deise Nunes. Ouça aqui.

No quinto áudio, o deputado José Otávio Germano tranquiliza Flávio Vaz Netto, que se mostra preocupado a respeito de assuntos em andamento. Ouça aqui.

Na sexta gravação, Vaz Netto conversa com Antonio Dorneu Maciel. Ouça aqui.

No sétimo áudio, José Otávio Germano e Vaz Netto mencionam o nome do advogado Carlão (Carlos Dahlem da Rosa, advogado de escritório jurídico que teria entrado no esquema de fraudes do Detran). Ouça aqui.

A presidente da CPI, deputada Stela Farias, afirmou que no terceiro e último bloco de áudios as gravações dizem respeito a uma reunião que teria havia em 29 de outubro, com a presença da governadora Yeda Crusius.

Na oitava gravação, Antônio Dorneu Maciel e Delson Martini confirmam encontro entre José Otávio Germano e possivelmente a governadora. Ouça aqui.

Na nona, entre Dorneu Maciel e provavelmente, segundo Stela, deputado Marco Peixoto, sobre o encontro com Yeda. Ouça aqui.

No décimo áudio, Dorneu Maciel conversa com José Otávio Germano após a reunião que teria ocorrido no gabinete da governadora Yeda. Ouça aqui.

Também foi divulgado trecho do vídeo do depoimento do ex-presidente do Detran, Sérgio Buchmann ao Ministério Público Federal (MPF). Buchmann contou que foi procurado por Genilton Ribeiro, secretário adjunto da Secretaria da Fazenda, que o orientava a ficar quieto sobre os problemas do Detran. Além disso, afirmou que a governadora Yeda Crusius era chantageada pelo ex-presidente do Detran, Flávio Vaz Netto, o consutor Lair Ferst, e o próprio marido, Carlos Crusius, que, segundo ele, atuava diretamente para determinar os percentuais da propina. Assista o trecho abaixo:

RÁDIO GAÚCHA

Comentários

Vanderlei Prochnow -

Denuncie este comentário22/09/2009 00:55

As provas são claras. As gravações das conversas telefônicas deixam bem claro o envolvimento de todos os acusados, incluindo a governadora. Quando um cúmplice de um meliante qualquer fala no telefone o que estas pessoas falaram já é suficiente para a polícia mandar prender. Não abusem da inteligência das pessoas. E como ficam os deputados da base do governo na CPI que pelo jeito já sabiam de tudo desde a CPI do Detran. Justiça pelo amor de Deus.


Mauro

Denuncie este comentário21/09/2009 23:16

Perdi meu tempo assistindo mais um capítulo da novela "Não te deixarei governar jamais" tendo como atriz principal Stelita Farias e ator coadjuvante Gilmar Sossega. Foi um verdadeiro festival de "eu ouvi dizer que o fulano falou para o sicrano que o amigo do primo da tia da avó do porteiro, falou para o guarda que conhecia um parente da sobrinha do padre , etc, etc.Na verdade ninguém falou com ninguém, mas os atores julgam que ouviram tudo de todos.Pelo jeito essa gente não tem mais o que fazer.

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