
O Ministério Público Estadual investiga se valores repassados pela Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados (Fenaseg) para pagar serviços autorizados pela presidência do Detran foram desviados para abastecer caixa 2 de campanhas eleitorais.
Além de indícios de pagamentos irregulares feitos desde 2003, há serviços listados que não se aplicam dentro do que deveria ser o objeto do convênio entre Detran e Fenaseg — os valores repassados pela federação deveriam ser investidos em projetos de campanha de educação no trânsito.
A principal suspeita é de que altos valores pagos a gráficas, serviços, bufês e aluguel de carros tenha servido para abastecer campanhas eleitorais.
Em 2006, ano eleitoral, esses pagamentos tiveram acréscimo substancial, e esse é um dos focos da investigação que desencadeou ontem buscas em quatro locais, inclusive na sede da Fenaseg, no Rio de Janeiro. Entre 2003 e 2005, os valores repassados pela Fenaseg variavam
de R$ 1,2 milhões a R$ 1,7 milhões. Em
2006, saltaram para R$ 3,3 milhões.
Na lista de valores pagos consta também que receberam o advogado Alexandre Barrios, que assessorou o Detran e é réu no processo da Rodin, e as empresas Rio Del Sur e Newmark, também investigadas na fraude do Detran.
Sempre que estura um escândalo envolvendo dinheiro público no Brasil, eu sempre achava que os politico do RS eram os mais honestos, vejo que me enganei, posso dizer que poucos são honestos. Mas espero pelo menos que a justiço aqui do estado não faça como as cpis de Brasilia, onde tudo termina em festa. Esperamos que os culpados sejam punidos com cadeia e devolução do que foi roubado, só assim poderemos acreditar nas instituições que regem este país.

Nesta quarta-feira (28), o Ministério Público Estadual realizou buscas para a investigação da fraude do Detran
Foto: Ronaldo Bernardi
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