
Logo após a saída pacífica do contingente dos 450 sem-terra do prédio Incra no início da tarde desta terça-feira, na Capital, peritos da Polícia Federal deram início a uma vistoria de três horas no prédio de oito andares, onde também funcionam outros órgãos do governo federal, como a superintendência regional do Ministério da Agricultura.
Em todos os andares, há portas arrombadas e salas reviradas. Em alguns setores, móveis foram empilhados para abrir espaço para colchões e estoques de mantimentos. Carimbos usados para autenticar documentos foram aplicados sobre mesas dezenas de vezes, manchando os móveis. Nas paredes, a sigla do MST foi escrita diversas vezes.
Confira vídeo sobre a saída:
— Está tudo arrombado, depredado. Sumiram notebooks,
filmadoras e aparelhos de GPS, equipamentos de última geração. A sensação é a mesma de chegar em casa depois que ladrões passaram e vasculharam tudo. Vasculharam gavetas e armários e levaram o que tinha de maior valor e menor peso — resumiu Francisco Signor, superintendente federal do Ministério da Agricultura no Estado.
Devido à situação do prédio, o expediente das repartições será interno até sexta-feira, com previsão de retorno do atendimento ao público na segunda-feira.
Contraponto
O que diz o MST:
Procurados por Zero Hora no fim da tarde desta terça-feira, Sílvio dos Santos e Cedenir de Oliveira, da coordenação estadual do MST, estavam com os celulares desligados. Eles não retornaram os recados deixados na caixa postal. A assessoria de imprensa do movimento disse que os dois eram os únicos aptos a falar sobre o assunto.
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