
Uma professora da rede estadual teve traumatismo craniano após ser agredida por uma aluna em um colégio da zona norte de Porto Alegre, nesta segunda-feira. Sentada em uma cadeira da Delegacia da Criança e do Adolescente Infrator da Capital, aguardando o chamado para dar sua versão do fato, a adolescente de 15 anos acusada de agredir Glaucia Teresinha Souza da Silva, 25 anos, conversou com Zero Hora.
Abaixo, confira trechos da entrevista:
Zero Hora – O que houve na escola?
Aluna – Meu primo deixou cair um chá da professora, e ela jogou o resto em cima dele. Quando bateu para o último período, fui falar com a professora, mas ela fechou a porta na minha cara. Chamei ela de ignorante e virei as costas, mas alguns colegas ficaram tumultuando, xingaram ela, botaram o pé na porta dela.
ZH – E depois?
Aluna – Ela foi na minha sala de aula, mandou eu pegar as
minhas coisas e ir para a direção. Eu respondi que não ia, que ela não era
minha professora e não podia falar comigo daquela maneira. Que só iria se pedisse com educação ou se a diretora viesse. Aí a professora disse que isso era coisa de gente gorda, maloqueira e vileira. Nunca ninguém falou isso pra mim. Aí eu fui pra cima dela.
ZH – E bateu na professora?
Aluna – Peguei ela pelo cabelo, ela caiu. Outros alunos tentaram separar. Sempre fui esquentada, mas nunca tinha agredido ninguém.
ZH – Já havia se envolvido em algum outro problema na escola?
Aluna – Já, por ter xingado a diretora. Mas nunca agredi nenhum professor. Foi a primeira vez.
ZH – E está arrependida?
Aluna – Não me arrependo do que fiz. Se tivesse de fazer de novo, eu faria. A professora não podia ter falado comigo daquele jeito.
ZH – O que acha que vai acontecer contigo?
Aluna – Não sei. Mas
pretendo sair da escola.
ZH – Como é o clima na escola?
Aluna – É uma bagunça. Tem professor
que não consegue ter pulso firme, então às vezes fica até difícil ter aula. Mas a minha turma é uma das mais calmas.
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Nunca haverá escola inclusiva numa sociedade excludente e ausente. Neste caso acho que há erro em ambas as partes. Falta de apoio à escola, permitindo que a violência se instale e sociedade desasistida e o pior famílias desestruturadas. Trabalho numa escolae vivencio todo tipo de problema e só tem um caminho, que é a integração de todos: escola, familia sociedade em geral.
Só espero que esta "aluna" seja punida severamente. E não me venha com , coitada mora na vila tal, passa fome, cuida dos irmãos pois a mãe trabalha de dia para comer a noite, tem problemas em casa, blablabla isto não cola mais, È uma pessoa má, cruel, sem escrúpulos, uma verdadeira psicopata, infelizmente uma pobre coitada, com pouca idade mas várias passagens pela policia.
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