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 | 22/10/2008 | 01h49min

Para cada placa de trânsito depredada, EPTC gasta cerca de R$ 100

Previsão é de que, até o final de 2008, prejuízo chegue a R$ 1 milhão

Mariana Mondini | mariana.mondini@diariogaucho.com.br

O desrespeito ao patrimônio público já causou um prejuízo de R$ 800 mil à Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) na recuperação de equipamentos este ano, na Capital. A previsão é de que, até o final de 2008, esse número chegue a R$ 1 milhão, como ocorreu em 2005 e 2006. No ano passado, o gasto foi de R$ 900 mil.

Um dos responsáveis por incrementar esse cálculo é o furto de semáforos, principalmente os de pedestres, que aumentou mais de 33 vezes do ano passado para cá – passando de seis para 200 casos –, provocando uma despesa de R$ 160 mil.

Segundo o agente de sinalização elétrica, Clairton Portes Martins, os ladrões arrancam tanto a cobertura de alumínio quanto a fiação e a lâmpada. O gerente de mobiliário e sinalização viária da Capital, Jorge Antônio Brino Jr., explica que a substituição do revestimento de alumínio por um de policarbonato é uma das medidas tomadas para evitar os furtos.

– O material não tem valor comercial para revenda. Um semáforo dos antigos custa R$ 500 para nós e é revendido por R$ 10 – diz o gerente.

Já as placas de trânsito, que não teriam utilidade para os vândalos, custam cerca de R$ 100 cada uma. Cinqüenta delas são furtadas ou depredadas por mês.

– Só 20% das que chegam aqui, conseguimos recuperar. As que mais sofrem são as com a indicação Pare – relata o responsável pelo setor de pintura do órgão, Gustavo Corrêa.

A EPTC trabalha com o auxílio da Brigada Militar e da Guarda Municipal para conter o vandalismo.

Na Secretaria Municipal de Obras e Viação, as estatísticas apontam números mais positivos. Após uma campanha contra o vandalismo, lançada em julho de 2007, o índice caiu.

No ano passado, houve um prejuízo de 14 mil metros de cabo, dois transformadores e 80 luminárias, totalizando um gasto de R$ 372 mil. Em 2008, foram furtados 2,5 mil metros de cabo e 30 luminárias.

– Quando vamos repor a fiação furtada, colocamos concreto em alguns pontos por onde ela passa, o que dificulta a ação dos vândalos – explica o diretor da Divisão de Iluminação Pública da Capital, José Luís Toffoli.

Números de 2008

> Foram furtados 200 semáforos de pedestres – em 2007, foram seis –, o que custou R$ 160 mil

> Houve 10 ocorrências de destruição de elevadores e escadas rolantes em terminais de ônibus, como furtos de botoeiras, painéis de comando, fiação elétrica, quebra da cabine, vidros e laterais de escadas rolantes e uso do elevador panorâmico como banheiro público – em 2007, o número foi 50% inferior

> Por mês, cerca de 50 placas são alvos de furtos ou depredações

PREVISÃO DE PREJUÍZOS

R$ 40 mil – quebra de painéis luminosos dos abrigos de ônibus com publicidade

R$ 100 mil – manutenção elétrica dos abrigos

R$ 270 mil – quebra da proteção de vidro das estações da Bento Gonçalves

R$ 360 mil – pichação e colocação de cartazes nos corredores de ônibus

Comentários

Fernando

Denuncie este comentário22/10/2008 13:24

Isso é um absurdo... querem serviço de qualidade e fazem vandalismo... tem mais é que apodrecer pagando multa! Triste país este nosso... ainda tenta encontrar alguma legitimidade em atos de vândalos... se as pessoas seguissem as leis, não dirigissem bêbadas, obedecessem o sinal, conservassem o bem público, não precisaria de EPTC, não precisaria de policiamento ostensivo... nada disso... É a merda de sociedade em que vivemos neste país que causa tudo isso! Dá nojo!


Adriano A. Del Grande

Denuncie este comentário22/10/2008 13:01

Vou para o Campus do Vale de ônibus pela Bento Gonçalves e as paradas são um lixo. Os cartazes fixados possuem telefone e é através destes que o poder público deveria ir atrás. Mas a baderna é tanta que irã prender e amanhã estarão soltos fazendo mais baderna pra se vingar. O poder público é uma vergonha. Alguém aí está com esperança? Pq eu tenho 21 anos e não vejo mais saída.

Apenas 20% das sinalizações estragadas são recuperadas, diz o responsável pelo setor de pintura do órgão, Gustavo Corrêa - Eduardo Lima

Apenas 20% das sinalizações estragadas são recuperadas, diz o responsável pelo setor de pintura do órgão, Gustavo Corrêa
Foto:Eduardo Lima

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