
A Brigada Militar (BM) desencadeou nesta quinta-feira uma operação para cumprir um mandado de busca e apreensão na fazenda São Paulo 2, às margens da RS-630, em São Gabriel, onde um grupo de cerca de mil integrantes do Movimento Sem Terra (MST) estão alojados.
A ordem judicial expedida pelo juiz José Pedro de Oliveira Eckert, do Ministério Público Federal de São Gabriel, pretendia identificar os sem-terra e encontrar armas de fogo, munição e objetos ilícitos que pudessem ser usados como armas.
O saldo da operação, que teve a participação de mais de 700 policiais de várias cidades do Estado, foi a prisão de cinco pessoas e a apreensão de foices, facões, bodoques, facas, escudos de madeira, coquetéis molotov e foguetes. Como reação, militantes do MST bloquearam trechos de rodovias estaduais e federais do Estado.
Por volta das 8h, os policiais rumaram em direção ao local do acampamento do MST, que fica a 15 quilômetros da fazenda Southall. A
propriedade foi invadida em 14 de abril e
desocupada quatro dias depois por ordem do juiz da 1ª Vara Cível de São Gabriel, Eduardo Pontes.
Na ocasião, os sem-terra deixaram a área depois de terem a garantia que não seriam revistados e identificados — o que a polícia fez nesta quinta. A invasão teve como objetivo pressionar o governo e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que havia prometido assentar mil famílias até abril.
A instalação das famílias na São Paulo 2 foi em caráter emergencial provisório, já que a área ainda está sendo negociada com o Incra. Segundo a assessoria de imprensa do Instituto, a fazenda deve ser transformada em um assentamento em breve.
Ação policial
Durante a operação da BM no acampamento, os homens foram colocados de um lado e mulheres e crianças de outro. O ouvidor-geral da Segurança Pública do Estado, Adão Paiani, garantiu que tudo aconteceu de forma tranqüila, mas a advogada do
movimento, Cláudia Ávila, que estava no local, discordou.
— O
pessoal está dentro da área deles. É uma atrocidade o que está sendo feito aqui — disse ela.
Conforme o Sub-Comandante Geral da Brigada, Paulo Roberto Mendes, a justificativa para todo o aparato utilizado foi o bem-estar de todos:
— Utilizamos tudo isso pela envergadura do evento. Não poderia ser um efetivo pequeno. Foi uma estratégia para segurança de todos.
O saldo da operação
- 5 detidos
- 694 pessoas identificadas
- 14 adolescentes sem responsáveis
- 28 crianças sem registros
- 1 pessoa desaparecida encontrada
Apreensões
- 81 foices
- 9 coquetéis Molotov
- 16 facões
- 32 facas
- 20 bodoques
- 19 escudos de Madeira
- 15 foguetes
Confira os trechos onde ocorreram bloqueios do MST no Estado
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Leia matéria completa sobre os bloqueios do MST na edição de Zero Hora desta sexta-feira.
É louvável a atuação da Brigada, porém a retirada deste pessoal deveria ser imediata, com revista na hora da retirada e prisão para todas as pessoas que depredam o patrimônio alheio, estes indivíduos estão muito longe de serem agricultores, são meras massas de manobra a disposição de líderes que pregam o desrespeito as leis, estes deveriam estar presos e serem responsabilizados pelo dano material e moral que causam, o governo tem que ajudar quem realmente tem vínculo com a terra.
parabens pelos responsaveis pela açao contra os sem terra por que eles recebem terra e depois vendei ai retornao querendo terra .Acho q isso ja ta na hora de acaba com o MST eles estragam oq querem e nada e feito. Parabens para a PM
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