
Uma mulher residente no bairro Aberta dos Morros, na zona sul de Porto Alegre, apresentou os sintomas da dengue na última terça-feira. Na quinta-feira, a Vigilância Sanitária foi alertada e o Laboratório Central do Estado (Lacen) confirmou a contaminação. A paciente foi tratada e já voltou a trabalhar. Ela não teve identidade, idade e profissão reveladas.
O risco de o exame gaúcho estar errado é de 2%. Por isso, uma contraprova, feita pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, confirmará ou não o caso ainda nesta terça-feira ou amanhã. Em outras duas oportunidades o Lacen confirmou caso de dengue contraída na cidade, mas o teste do Adolfo Lutz deu negativo.
O bairro onde a mulher reside foi vistoriado em um raio de cem metros e não apresentou foco do mosquito Aedes aegypti, causador da moléstia. No entanto, ela trabalha no bairro Menino Deus, onde foi constatada a presença do inseto. Equipes da Vigilância Sanitária fizeram hoje a eliminação de focos nas ruas Gonçalves
Dias, Botafogo e José de
Alencar e na Avenida Getúlio Vargas.
Especialista e secretaria questionam
O médico Francisco Paz, que coordena o grupo de profissionais gaúchos deslocados para o Rio de Janeiro no intuito de enfrentar a dengue naquele Estado, duvida da presença da moléstia em Porto Alegre. Ele afirmou que inexiste registro de surgimento de somente um caso da doença em um lugar.
— Não teria como só ela ser contaminada. Um caso sozinho, assim, nunca.
A Secretaria Municipal de Saúde é da mesma opinião. Dos 35 casos suspeitos existentes atualmente no município, nenhum foi registrado no Menino Deus, região onde a mulher poderia ter sido contaminada. A chefe da Equipe de Controle de Doenças Transmissíveis da Vigilância Sanitária de Porto Alegre, Maria de Fátima De Bem, disse somente que a maior parte dessas suspeitas é de pacientes contaminados fora do Estado.
De janeiro a 11 de abril último, foram
registrados 141 casos suspeitos de dengue em Porto Alegre. Acabaram
confirmados 15, todos de pessoas que contraíram a doença fora do RS. Outros 81 casos tiveram resultado negativo.
Olha, Porto Alegre não tem 1 lixeira pública, a gente precisa literalmente guardar nosso lixo na bolsa para não sujar a cidade. É uma calamidade pública esse tipo de doença, total falta de tudo, desde órgãos públicos que não acabam com os focos do mosquito e não dão infra-estrutura urbana, até a população que não quer ou não sabe cuidar do seu quintal.
Um único caso de dengue,com registro isolado é no mínimo curioso, acho que este fato deve ser analisado com mais atenção. Vamos esperar a contra-prova e ver se realmente se trata da doença,mas a população e as autoridades devem estar atentas. A propósito: fumus boni juris quer dizer "fumaça do bom direito".
Grupo RBSDúvidas Frequentes | Fale conosco | Anuncie - © 2000-2007 RBS Internet e Inovação - Todos os direitos reservados.