
A morte com um tiro no pescoço do sargento da Brigada Militar (BM) Luiz Ernesto Quadros Mazui, de 39 anos, na madrugada desta quinta-feira, indignou a corporação de Flores da Cunha, na serra gaúcha, mas também revoltou família e vizinhos do suspeito do homicídio, o gesseiro Valdir Garcia de Moura, 41 anos. Após o assassinato, um grupo de PMs teria invadido a residência de Moura e espancado quatro jovens. Um deles alega que foi agredido com um cabo de vassoura no ânus e outro diz ter sido torturado com um saco plástico encobrindo seu rosto. O suspeito fugiu com um de seus 14 filhos.
O assassinato seria o desfecho de uma rixa entre amigos do sargento e um grupo de jovens do qual alguns dos filhos de Moura faziam parte. O desentendimento não tem causa definida e, segundo a mulher do gesseiro, Roselaine de Moura, 37 anos, já duraria pelo menos dois meses, período no qual os rapazes estariam sofrendo perseguições por parte dos policiais.
— Meus filhos não são santos, mas
nos últimos dias eles nem
podiam sair de casa por causa desse policial e dos amigos dele — relatou a esposa, que afirmou ter comunicado a perseguição para o comando regional da BM, em Caxias do Sul.
Segundo o comandante do Pelotão de Flores da Cunha, capitão Juliano Amaral, seu comandado não era benquisto na comunidade por ter um comportamento agressivo e uma postura rígida. O delegado substituto de Flores da Cunha, Ives Trindade, assumiu as investigações sobre o crime. Ele não confirma a versão de que os PMs agrediram os jovens. Para investigar essas denúncias, garantiu que será aberto um inquérito policial paralelo para apurar o homicídio.
Nesta manhã, o chão da casa de Moura estava forrado de roupas e comida, segundo Roselaine, resultado da ação policial. Dois dos jovens espancados foram examinados e receberam atestado de que tinham lesões pelo corpo. O caso mais grave, do menor de idade que teria sido agredido com a vassoura, foi encaminhado para o Hospital Geral, em Caxias do Sul.
Moura e o filho Júlio
César continuavam foragidos. Em telefonema à mulher, ele teria dito que vai se entregar na segunda-feira. O corpo do sargento foi velado em Caxias do Sul até as 13h e então transladado para Alegrete, onde será sepultado amanhã. Sua esposa se limitou a dizer que um amigo telefonou para ele na quarta-feira à noite pedindo ajuda. Quadros, então, teria pego sua arma e um colete à prova de balas e saiu. Ele não estava fardado.
SELVAGERIA!!!!!!!!!!!!!!!!....... É vergonha de dizer que os homens são civilizados......
Que bonito, hein. Após a tragédia o Cmt do PM diz que ele era agressivo e não era bem quisto na comunidade, então por que não tomou as providências cabíveis. Ou será que as providências são estas: Cmt falar mal do seu subordinado morto e deslocamento imediato de secretário da segurança para cobrar resultados. Seram só estas mesmos. E mais uma familia brigadiana enterra seu ente e o CIDADÃO alega legitima defesa.
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