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 | 11/07/2009 | 14h10min

Postado só para você - Moda

Confira dicas de moda dos blogueiros entrevistados pelo caderno Donna ZH

A convite de Donna ZH, os blogueiros entrevistados nesta edição pela repórter Patrícia Rocha toparam adiantar um post em primeira mão para os leitores de Zero Hora. Confira as dicas de moda:

Sim, me arrependi



Anos atrás, eu não comprei um espelho de mão no Portobello Market, em Notting Hill, Londres. Ele era um original do século passado. E era também feito de prata e custava caro. Mas era do jeitinho que eu sonhava. É que eu sempre quis ter um desses espelhos que a gente segura com a mão, vira a cabeça levemente para o lado e se olha com calma, nos detalhes. Como fazem as princesas e sereias nos desenhos animados.

Mas, não.

Fiquei ali, de pé, segurando o espelho, diante da tenda de antiguidades,

negociando o preço, enquanto me olhava, até bater o pé, decidida (e brava):

"Não vou levar, tá caro".

Agradeci à senhora e fui embora sentindo o perfume da Glória-dos-Sensatos.

(Droga. Nunca, em lugar nenhum, encontrei outro espelho sequer parecido com aquele).

Tsc, também me arrependo outras coisas não compradas.

Como uma tela do artista plástico Orlando Faria, que a galeria chegou a mandar para minha casa, e eu devolvi dizendo um amarelo "muito obrigada";

Uma calça preta (sen-sa-cional) na American Apparel, que ficava justa na medida, e tinha a cintura na altura exata.

Um par de luvas de couro caramelo que estavam na liquidação numa loja de departamento;

E um livro de poesias (que estava em minhas mãos) num sebo escondido, que eu descobri outro dia.

Enfim, vulgares ou não, os fantasmas de alguns dos meus desejos-não-consumados me rondam feito assombração.

Ok. Mas, não em vão.

(Como no caso das luvas caramelo, que, pôxa vida, eram lindas e estavam na promoção. Só que eu, de metida, quis fazer a exigente ("bem ponderada"), e disse não. Agora, tenho usado os bolsos do casaco para não morrer de frio nas mãos -(o inverno tá de lascar aqui na Austrália). Por que depois daquelas, não houve sequer um par de luvas nesta cidade que tenha me chamado a atenção).

É, não dá para ser lá muito 'racional' quando o assunto, ou produto, em questão, mexer demais com a emoção.

Então, no lugar de viver queimando cartucho com coisas "menores" e, quase sempre, desnecessárias, (como o hidratante de pêssego, que tem cheiro de beterraba, que comprei anteontem na farmácia), tenho tentado guardar munição para atropelar a sensatez, quando alguma coisa me incendiar o coração.

Portanto, na próxima vez em que você achar que "não deve" matar uma "vontade rara", seja telefonar para alguém, dar um beijo na boca, ou comprar um sapato, antes de dizer não, lembre-se daquele meu quase espelho de mão.
Postado por Maria Sanz Martins, do blog No ProvadorR


Luxo reciclado: moda ecológica com história



A maison francesa Yves Saint Laurent lançou mês passado sua primeira coleção sustentável, batizada de New Vintage. "Continuamos fazendo belas roupas com inteligência e consciência", declarou o diretor criativo Stefano Pilati à Vanity Fair. Clássicos editados em tecidos que por dez anos figuraram no estoque, como sobra de coleções anteriores, ganharam novamente destaque na vitrine da Barneys (NY). As peças são numeradas, seguindo a tradição da haute couture.

A onda verde chegou definitivamente aos grandes conglomerados como PPR e LVMH (donos de algumas das principais casas de moda mundiais), que buscam associar a credibilidade de suas marcas ao ecologicamente correto. As passarelas mostram releituras do passado com um perfume contemporâneo. Os leilões de celebridades, bazares e brechós de grife são cada vez mais frequentes. Quem acompanha as tendências de mercado e a economia mundial já deve ter notado que esse ar de nostalgia é a soma da crise ambiental com a crise financeira internacional. Mas resta a dúvida: como ser fashion sem prejudicar o planeta e o bolso?

Encontrar um caminho criativo para lidar com a escassez de recursos pode ser o primeiro passo. A sustentabilidade depende do consumo consciente. Conectada a essa realidade, a moda faz uma pausa para refletir, revirar os baús e reciclar ideias e materiais. Em tempos de recessão, o luxo do momento é o novo antigo.
Postado por Fernanda Vasconcelos Torres, do blog Eco Trends & Tips


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