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 | 15/04/2008 | 04h34min

Aracruz deve confirmar fábrica em Guaíba

Empresa de celulose vai anunciar nesta terça-feira investimento de US$ 2,8 bilhões

Lúcia Ritzel | lucia.ritzel@zerohora.com.br

Menos de uma semana depois de aprovado o novo Zoneamento Ambiental da Silvicultura, a Aracruz deve confirmar nesta terça-feira a construção de sua nova fábrica em Guaíba. O investimento de US$ 2,8 bilhões aguardava apenas a apreciação do documento para sair do papel.

A cerimônia será no Palácio Piratini, pela manhã, e haverá festa e queima de fogos de artifício em Guaíba, à noite.O diretor-presidente da Aracruz, Carlos Aguiar, chegou no começo da noite de ontem a Porto Alegre, mas não quis fazer declarações, por obediência às determinações do mercado de capitais. A empresa tem ações negociadas em bolsa.

 



Em 29 de junho de 2006, Zero Hora informou com exclusividade que o Rio Grande do Sul fora escolhido pelo grupo para um novo projeto. No dia seguinte, a diretoria da empresa e o então governador Germano Rigotto confirmaram o investimento.

De lá para cá, por causa do vaivém em torno das regras de plantio no Estado, a Aracruz decidiu que só começaria a construção da obra depois de aprovado o documento que daria previsibilidade ao projeto. O zoneamento ambiental para silvicultura foi aprovado em sessão marcada por discussões entre ambientalistas e integrantes do Conselho Estadual do Meio Ambiente, na quarta-feira passada.

O futuro complexo inclui a construção de quatro terminais fluviais.Na nova unidade, a Aracruz produzirá 1,3 milhão de toneladas de celulose branqueada a partir do eucalipto, além das 500 mil toneladas que já fabrica na atual unidade, a antiga Riocell, adquirida da Klabin em 2003.

A Aracruz é a primeira das três grandes empresas produtoras de celulose com investimentos no Rio Grande do Sul a confirmar a construção da planta industrial. A VCP Celulose, do grupo Votorantim, também informou, na semana passada, que, com a aprovação do zoneamento, anunciaria nos próximos meses o local onde instalará uma fábrica.

A sueco-filandensa Stora Enso, com 9 mil hectares plantados e enrolada na burocracia exigida para a compra de terras em zona de fronteira, não precisou data para anunciar a unidade.

Os planos da Aracruz

Geração de novos empregos
> Na obra: 5,5 mil diretos
> Na operação: mais de 1,2 mil diretos e 11,8 mil indiretos

Salto na produção de celulose
> De 450 mil toneladas por anopara 1,8 milhão

Aumento na área de plantio
> De 110 mil hectares para 250 mil hectares, incluindo área de 90 mil hectares de reserva nativa

Comentários

ary da silva martini -

Denuncie este comentário15/04/2008 11:35

Até a presente data não foi feito um único debate qualificado acerca da monocultura das plantas exóticas. Da mesma maneira que nunca foi feito um debate, desde que o RS é RS, acerca da pecuária extensiva e da agricultura. Os empreendimentos se instalam em clima de fofoca e de "disse-que-disse". Todos tem medo do debate. Os benefícios e os malefícios, por enquanto, estão no "campo do chute". Bola para o mato, que o jogo é de campeonato!


Pio -

Denuncie este comentário15/04/2008 11:16

Até que enfim alguma empresa vem pra o RS fazer investimentos sustentáveis e com geração de emprego. Ao comentarista acima, os 90.000ha de reserva são em respeito a legislação florestal e áreas impróprias. Legislação e política que os pecuáristas e proprietários de terra no Brasil não respeitam. A legislação ambiental no Brasil só é respeitada por empresas (nem todas). Se os produtores rurais respeitassem os 20% de reserva legal (mínimo) já reduziríamos muitos problemas ambientais. Estudem!!!!!!

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