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 | 11/11/2009 | 23h41min

Comitê de Direitos Humanos de Honduras denuncia mortes e prisões e desaconselha eleições

Entidade vai propor o boicote às eleições e pedir instalação de uma Assembleia Constituinte

O Comitê de Defesa dos Direitos Humanos de Honduras, que até agora não havia se manifestado diretamente contra a realização das eleições, convocou a imprensa internacional, nesta quarta-feira, para fazer um alerta contra a possibilidade de fraudes e ocorrência de atos violentos se as eleições forem realizadas, sem a recondução de Manuel Zelaya, o presidente deposto pelo golpe de estado, à presidência.

Andres Pavon, presidente do Comitê, apresentou um extenso relatório sobre o que tem ocorrido desde a deposição de Zelaya, que a entidade chama de Terrorismo de Estado no Século 21.

- Acreditamos que não existem condições para que as eleições sejam realizadas, enquanto os direitos humanos dos hondurenhos não estão sendo respeitados - disse Pavon.

Segundo ele, desde que a crise começou, aconteceram 129 mortes sem esclarecimento, a maior parte delas, 109, durante os toques de recolher. Além disso, mais de 3 mil pessoas teriam sido presas arbitrariamente. O relatório do Comitê fala ainda de mais 10 atos contra a imprensa no país. Pavon disse que o Comitê vai propor o boicote às eleições e lutar pela instalação de uma Assembleia Constituinte.

Ainda nesta quarta-feira, o subsecretário Adjunto dos Estados Unidos, Craig Kelly, encerrou uma visita de dois dias ao país. Kelly se encontrou com o presidente golpista, Roberto Micheletti, e com Zelaya, em mais uma tentativa de salvar o Acordo Tegucigalpa-San Jose, para a criação de um goveno de unidade nacional. Pouco antes de embarcar de volta para seu país, Kelly comentou os encontros e disse que as conversas foram produtivas e salientou que é importante que o diálogo continue. No entanto ele reconehceu que nem Micheletti e nem Zelaya demonstraram intenção de recuar de suas posições.

Para os movimentos de resistência ao golpe, os Estados Unidos estão mantendo uma posição dúbia sobre o que ocorre no país. Juan Baruana, um dos líderes da frente que exige a volta de Zelaya à presidência, disse que o governo norte-americano poderia ter dado fim ao golpe em poucas horas.

AGÊNCIA BRASIL

Comentários

Magnolia

Denuncie este comentário12/11/2009 08:28

Duvido muito que haja um brasileiro sequer, que ainda aguente LER, ESCUTAR o nome Zelaya.......Alem das noticias da grande palhaçada que e a historia da embaixada do Brasil, o gigante emergente que batalha pela PAZ dos hondurenhos; cariocas e mais brasileiros nao sao parte da megalomania e exbicionismo da petezada. E tem alguem ai que ainda aguenta a polemica da saia da estudante da Uniban.........e dose.


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