
Um skatista de São Leopoldo entra 2009 com os olhos em 2010. Douglas da Silva, 25 anos, espera ver seu nome impresso no Guinness Book – o livro dos recordes – do próximo ano. Sua marca foi conquistada em outubro de 2007, quando, em um skate, ele desceu a 113 km/h a ladeira de acesso à Lagoa da Harmonia, em Teutônia, no Vale do Taquari.
Dalua, como Douglas é conhecido, quebrou o recorde mundial de downhill stand-up (modalidade em que se desce ladeiras com os pés posicionados sobre o skate). A marca anterior era de 1998, estabelecida pelo americano Gary Hardwick (100,6 km/h). Um radar dentro dos padrões do Guinness marcou o feito e, no final de 2008, já sem tempo para a inclusão no livro de 2009, a conquista na modalidade foi homologada.
Descendo rumo ao Guiness Book
O gaúcho
terminou o ano como o 11º do ranking mundial – entre 538 atletas. E isso que disputou só 40% das provas. A barreira, explica, é a falta de patrocínio para participar de todas as oito etapas do Mundial que, neste ano, serão no Canadá, nos EUA, no Brasil, na África do Sul, na Austrália, na Itália, na Alemanha e na Áustria.
– É preciso pelo menos uns R$ 40 mil para competir em todas – diz.
Em casa, Dalua acumula troféus. Eles estão dentro de armários, sobre a geladeira e em caixas guardadas pela mãe, Nivéria Roos, 56, ao lado da lavanderia. A paixão pelo skate downhill surgiu por acaso, depois que o sonho de ser jogador de futebol acabou. Ele, que atuava no futebol amador de São Leopoldo, enfrentou cinco cirurgias no joelho esquerdo e largou a bola na adolescência. Foi para o surfe, mas descobriu não ter tanto talento para o esporte ao quase morrer afogado no Litoral Norte.
– Aí, comprei um skate. Em 1999 ou 2000, fui ver um treino de downhill, gostei e
competi. Fiquei em 11º lugar.
E Douglas não parou mais. Foi emendando uma competição na outra e acumulando títulos – como o Brasileiro e o Sul-Americano da modalidade stand up. Treina todos os finais de semana em ladeiras da Serra, em Teutônia e em Novo Hamburgo. Sobre a possibilidade de tentar quebrar o próprio recorde, é objetivo:
– Não penso em tentar. O dia que alguém bater meu recorde, eu volto para Teutônia e ando mais rápido.
| O processo para estar no Guinness |
| > Em outubro de 2007, em Teutônia, no Vale do Taquari, atletas de Chile, EUA, Canadá e Brasil tentaram quebrar o recorde mundial na modalidade downhill stand-up do skate, que era do americano Gary Hardwick (100,6 km/h, de 1998) |
| > Um radar, nos padrões exigidos pelo Guinness, foi instalado e registrou a velocidade máxima da competição: 113km/h |
| > Para ter o recorde homologado pelo Guinness, foi necessário juntar uma série de documentos, como dados emitidos pelo radar, assinatura de testemunhas (parte delas indicada pela organização do livro), fotos, vídeos e reportagens de jornal |
| > A documentação foi encaminhada em 2008 e, em dezembro, Dalua recebeu por e-mail a confirmação do novo recordel |
| > A informação já pode ser acessada no site do Guinness, mas só por pessoas previamente cadastradas. O recorde deve ser publicado no Guinness Book de 2010 |
Parabens ao Dalua e ao Zero Hora por divulgar o trabalho desse exemplo de atleta e por divulgar a nossa modalidade. Como diretor sul americano da IGSA, associação internacional de downhill agradeço pelo espaço e torço para que essa seja apenas mais uma conquista entre milhares que o Dalua conseguirá.
Não é a toa que ele é o melhor do Brasil!!! Sucesso sempre, que vc continue representando a raça brasileira!!! Parabéns RATOSSSSSS
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