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Mesmo em meio à batalha jurídica, os líderes de bancadas da Câmara de Vereadores devem decidir hoje os rumos do projeto que abre caminho para a construção de prédios residenciais na área do antigo Estaleiro Só, na Capital.
Com o indeferimento do pedido para suspender a votação pelo Tribunal de Justiça (TJ), o vereador Beto Moesch (PP) entrou ontem com novo recurso para embargar a apreciação da matéria, que viabiliza o Pontal do Estaleiro. Agora, o assunto passará pelo colegiado da 1ª Câmara Cível do TJ.
— Não há como votar um projeto sub judice. Qualquer decisão pode não valer — afirma o vereador.
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Gráfico simula como
ficaria o local, de acordo
com projeções da BM Par Empreendimentos
Mesmo assim, o presidente da Câmara, vereador Sebastião Melo (PMDB), afirmou que o tema entrará em debate na reunião de hoje. Ele ressaltou que assunto precisa ser discutido entre os líderes para decidir se a proposta entrará na pauta de votação no dia 12 de novembro, como estava previsto. Se não houver entraves jurídicos, a tendência é de que o projeto seja apreciado, já que, com exceção das bancadas do PT e do PC do B, os outros líderes já se manifestaram favoráveis.
— O projeto é ótimo para a cidade. A área é privada, e o dono, se quisesse, poderia construir dezenas de pontos comerciais e não precisaria passar pela Câmara — argumenta um dos autores do projeto, João Carlos Nedel (PP).
Polêmico, o projeto alterará uma lei de 2002, que estabelece os limites de construção na área. A proposta permite o uso residencial da região, hoje restrito ao segmento comercial. O principal ponto de discórdia é o aumento do índice de densidade — quantidade de
prédios que podem ser
construídos no local — em 50%.
Cronologia
Em tramitação desde abril, a votação do projeto se arrasta há mais de dois meses:
6 de agosto — Ocorre discussão pública, na Câmara de Vereadores, para a população conhecer e avaliar os detalhes da proposta
27 de agosto — Por falta de quórum na Câmara, é adiada a votação
1º de setembro — Por 19 votos a 10, a Câmara rejeita recurso da bancada do PT para obter mais informações sobre o projeto
5 de setembro — Vereadores decidem arrastar a decisão para depois das eleições
14 de outubro — A votação é suspensa por decisão da Justiça, que aceita mandado de segurança do vereador Beto Moesch (PP). Ele
afirma que a apresentação seria competência do Executivo e que co-autores do projeto apreciaram a própria proposta, quando deveriam ter se declarado impedidos
28 de outubro — A liminar que havia suspendido a votação é revogada pela Justiça
30 de outubro — A votação é novamente suspensa, devido a um novo mandado de segurança ter sido impetrado na Justiça
3 de novembro — A ação que suspendia a votação é negada. O TJ confirma decisão anterior, que permitia apreciação da proposta
ZERO HORA
Eu acho que deveria ser construido uma replica da estátua da liberdade nesse pontal. Seria perfeito algo dessa magnitude para alavancar a visibilidade de porto alegre no mundo. Seria uma atração maior do que o cristo redentor.
'"EXISTE ALGO DE PODRE NO REINO DA DINAMARCA". REVITALIZAR SIM...ESPIGÕES NÃO!!!
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