O projeto, implantado na área de quase mil metros quadrados, é marcado por um número reduzido de plantas – palmeiras,fórmios e pândanos – plantadas repetidamente, reforçando a proposta.
– As espécies escolhidas para esse projeto são bastante esculturais, de expressão acentuada, que entraram como elementos arquitetônicos ao redor da casa de veraneio. Investimos em menos espécies, mas mais impactantes– enfatiza Evelise.
A pedido dos donos, a antiga piscina de fibra de vidro foi mantida intacta no projeto de atualização (acima). Para reduzir o impacto visual da peça preexistente nos fundos da casa e integrá-la à nova proposta, a autora projetou um deque de madeira estreito ao redor de toda a piscina, sobreposto à borda de fibra azul, encobrindo o acabamento antigo. Espécies densas garantem a privacidade.
E foram criados dois quadros de piso cimentício branco sobre o gramado, redutos para as espreguiçadeiras de fibra sintética que marcam o espaço do lazer intramuros.
– Os blocos dão uma diferenciada e evitam uma imagem dominada pelo deque de madeira. Misturando materiais e elementos, enriquecemos o projeto – conclui.
Proposta maciça
No projeto paisagístico desta segunda casa, também em um condomínio em Atlântida (abaixo), o desafio era valorizar a entrada principal que ficava em segundo plano em relação à garagem.
Para isso, Evelise criou na frente da casa um eixo principal centralizado por uma palmeira, em conjunto com um caminho circular de pedras caxambu que direcionam os dois acessos. O farto paisagismo frontal no terreno de 588 metros quadrados é marcado por espécies robustas como pinheiros e agapantos roxo, além de buxos podados. Espécies de pinheiros ao lado do pórtico de entrada da residência estão entre as espécies que se adaptam ao solo litorâneo.
– Mostramos uma alternativa de acesso em vez da linha reta. Criamos uma surpresa – resume Evelise.
Nos fundos (acima), destacam-se os altos jerivás de mais de 5m de altura ao redor da piscina de raia com 16 metros quadrados de área, além das diferentes gramíneas, por onde a estrutura pode ser acessada.











