Já se começa a pensar em presentes de Natal e nas repetições que ocorrem. Houve um final de ano em que ganhei quatro agendas. Utilizei duas: e as outras? Ficaram como blocos de anotações. Tenho recebido muitas perguntas sobre este assunto, feitas por diferentes leitoras de minha coluna no caderno Donna de Zero Hora, e que agora me inspiram a criar este diálogo. Olhe só:
- Recebo muitos presentes, às vezes repetidos, o que me faz trocá-los, pois não tenho o hábito de passar adiante. Fica deselegante trocar?
- Não, se havia no pacote um cartão da loja com o prazo para a troca e você apresentar o objeto à vendedora na embalagem original e no devido prazo.
- Devo dizer à amiga que me presenteou que troquei sua lembrança? Nunca tive essa coragem, por receio de causar mágoa e constrangimentos.
- Pode ser franca, sim, mas depende do grau de intimidade entre vocês e da ocasião escolhida para tocar no assunto. Se vocês estiverem sozinhas, num encontro casual, em meio à conversa, fale a verdade: "como já tinha duas bolsas pretas, quis valorizar ainda mais a sua bela lembrança e troquei-a por outra em marrom". Dito assim, com delicadeza, não há como alguém se magoar.
- Quanto a passar adiante um presente não me sinto bem, mas sei que é comum e até como prática de economia.
- O fato de fazer economia, não desmerece os dois gestos: o de quem ofertou-lhe o presente e o seu, permanecendo para você a recordação de quem presenteou. O que não pode é dá-lo a alguém do mesmo grupo de relações e numa embalagem amarrotada. Imaginemos que seja uma echarpe. Compre uma caixa de acordo, envolva num laço de fita e estará valorizando a echarpe guardadinha, sem uso, em seu armário e ideal para o estilo da amiga de sua mãe que está de aniversário. Mas não espere muito tempo, se a echarpe for numa combinação de cores marcante de uma moda ultrapassada.
:: Leia mais colunas de Celia Ribeiro













