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Gaúchos em alerta28/11/2011 | 11h52Atualizada em 28/11/2011 | 14h31

Rio Grande do Sul é o Estado com mais casos de Aids, segundo Ministério da Saúde

Todas as 10 cidades com maior incidência da doença estão no sul do país

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Rio Grande do Sul é o Estado com mais casos de Aids, segundo Ministério da Saúde Antonio Cruz/Agência Brasil
Medidas preventivas serão intensificadas no Sul, anunciou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
<P>O sul do Brasil concentra 23% dos casos de Aids, com apenas 14% da população total do país. O dado chama atenção do Ministério da Saúde, que promete investimentos na região para reverter essa estatística. O número faz parte do Boletim Epidemiológico DST Aids, divulgado pelo ministério em coletiva de imprensa em Brasília, na manhã desta segunda-feira.<BR><BR>De acordo com o boletim, todas as 10 cidades que lideram a lista de maior incidência da doença estão no Sul (<EM>veja lista abaixo</EM>). Na estatística por Estado, o Rio Grande do Sul é o que mais registra casos de Aids: são 27,7 por 100 mil habitantes. O segundo do ranking é Roraima (26/100mil), seguido por Santa Catarina (23,5/100mil). O Paraná é o quinto da lista, com 15,7 casos por 100 mil habitantes. No ranking por capitais, Porto Alegre também se destaca com 99,8 casos por 100 mil habitantes, enquanto Florianópolis, segunda da lista, registra 57,9 casos por 100 mil. Os dados se referem a 2010.<BR><BR>— O que nos chama atenção é que o RS tem muito mais casos em relação à sua população, mas não é um fator isolado que leva a isso, como o acesso ao diagnóstico, por exemplo. Nós reforçamos as campanhas no Sul, em especial no RS, inclusive com ações regionalizadas em pequenas cidades — disse o ministro Alexandre Padilha.<BR><BR>No país inteiro, 630 mil pessoas convivem com HIV/Aids. A prevalência da doença (estatística de pessoas infectadas por HIV) permanece estável em cerca de 0,6% da população, enquanto a incidência (novos casos notificados) teve leve redução de 18,8/100 mil habitantes em 2009 para 17,9/100 mil habitantes em 2010. Houve um aumento significativo de casos identificados em pequenos municípios (com até 50 mil habitantes). Essas cidades respondiam por 5,6% dos casos e passaram a representar 8,4% dos casos, conforme o boletim divulgado hoje.<BR><BR><STRONG>Ranking da taxa de incidência de Aids (por 100 mil) em municípios brasileiros com mais de 50 mil habitantes<BR><BR></STRONG>1. Porto Alegre (RS) — 99,8</P> <P>2. Alvorada (RS) — 81,8</P> <P>3. Balneário Camboriú (SC) — 77,7</P> <P>4. Uruguaiana (RS) — 67,0</P> <P>5. Sapucaia do Sul (RS) — 66,4</P> <P>6. Criciúma (SC) — 61,9</P> <P>7. Biguaçu (SC) — 60,1</P> <P>8. Pinhais (PR) — 58,1</P> <P>9. Florianópolis (SC) — 57,9</P> <P>10. Canoas (RS) — 57,4<BR><BR><STRONG>Taxa de incidência de Aids (por 100 mil habitantes)&nbsp;nas capitais brasileiras<BR><BR></STRONG>1. Porto Alegre (RS) — 99,8 <P>2. Florianópolis (SC) — 57,9</P> <P>3. Manaus (AM) — 50,9</P> <P>4. Boa Vista (RR) — 46,4</P> <P>5. Curitiba (PR) — 41,8</P> <P>6. Belém (PA) — 41,3</P> <P>7. Porto Velho (RO) — 37,8</P> <P>8. Vitória (ES) — 35,1</P> <P>9. Rio de Janeiro (RJ) — 34,7</P> <P>10. Recife (PE) — 33,4<BR><BR><STRONG>Outros dados</STRONG></P> <P></P> <P>Em alguns grupos, o avanço no combate à epidemia é mais marcante. Entre os menores de cinco anos de idade, casos relacionados à transmissão vertical, ou seja, da mãe para o bebê durante a gravidez, o parto ou pelo leite materno, a taxa de incidência (número de casos por 100 mil habitantes), caiu 41% de 1998 a 2010. Em relação à taxa de mortalidade, o boletim também sinaliza queda. Em 12 anos, a taxa de incidência baixou de 7,6 para 6,3 a cada 100 mil pessoas. A queda foi de 17%. <BR><BR>O documento chama a atenção para públicos específicos, que têm tido comportamento diverso e ampliado o número de casos. Ao longo dos últimos 12 anos, a porcentagem de casos na população de 15 a 24 anos caiu. Já entre os gays da mesma faixa, houve aumento de 10,1%. No ano passado, para cada 16 homossexuais dessa faixa etária vivendo com Aids, havia 10 heterossexuais. Essa relação, em 1998, era de 12 para 10.<BR><BR>Na população de 15 a 24 anos, entre 1980 e 2011, foram diagnosticados 66.698 casos de aids, sendo 38.045 no sexo masculino (57%) e 28.648 no sexo feminino (43%). O total equivale a 11% do total de casos de Aids notificados no Brasil desde o início da epidemia ocorre entre jovens. O quadro levou o Ministério da Saúde a priorizar este público na campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, que&nbsp;ocorre em 1º de dezembro.</P>

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Comentar esta matéria Comentários (20)

mircorret@hotmail.com

no rio grande dos sul o numero de homosexuais e maior que nos outros estados e a maioria dos homosexuais nao gostao de camisinha.

27/01/2012 | 16h43 Denunciar

André

Engraçado como a Gauchada não aceita a realidade, dizer que os números estão assim porque as pessoas nos outros estados não fazem exame é abusar da inteligência das pessoas, não tem uma desculpe melhor, não?

04/12/2011 | 02h09 Denunciar

Robison

(Continuando o meu comentário anterior) ... e dizer que estes índices são porque nos outros estados não há levantamentos tão precisos é tapar o sol com a peneira e não assumir a própria culpa, pois em primeiro lugar o RS não é o estado mais desenvolvido da nação, muito pelo contrário, a cada dia estamos ficando cada vez mais para trás em desenvolvimento. Isto falo, porque já estive e também morei em vários estados do nosso país.

29/11/2011 | 08h45 Denunciar

Robison

Eu concordo com o Ronaldo Costa, o que temos visto, principalmente entre jovens, é um aumento alarmante da promiscuidade, tomamos, por exemplo, "a tribo dos Emos" onde ninguém é de ninguém e as relações homo afetivas são normais. Nesta sociedade pós-moderna onde os princípios morais foram abandonados, e uma mídia que só incentiva o sexo livre e sem compromisso, o chamado "sexo seguro com camisinha" é uma utopia, pois mesmo que se use o preservativo nas primeiras relações, depois de um tempo, geralmente o casal relaxa o seu uso, isso sem falar, do uso inadequado ou errado provocando o rompimento do mesmo durante a relação sexual. Estamos colhendo o que estamos plantando.

29/11/2011 | 08h43 Denunciar

Ronaldo Costa

Considerando o fato tambem estatisticamente comprovado que Porto Alegre não é a capital de maior indice de consumo de drogas injetáveis, só resta uma hipotes coerente e essa se chama promiscuidade e isso parece ser cultural, ou seja, o principal jornal do Sul do país anuncia em grandes fotos de mulheres semi-nuas, diariamente, uma casa noturna que todos afirmam ser um prostíbulo e ser frequentada por membros da melhor fatia social da capital. Ora, tal tripé, a saber: prosttituição, promiscuidade e descuido na prevenção, propagam AIDS em qualquer lugar do mundo e assim a cidade das belas mulheres tornouse a capital brasileira dos aidéticos.

29/11/2011 | 01h24 Denunciar

Fabio

É preocupante a questão da AIDS, mas o fato do RS liderar se deve ao fato de ser um Estado com maior indice de exames. No Norte e Nordeste, o numero de exames por habitante é menor. Se o exame de sangue fosse obrigatorio, para todos os brasileiros, daí sim saberiamos qual Estado possui o maior indice de soropositivos.

29/11/2011 | 01h05 Denunciar

humberto espinoza

Es obligacion del estado proporcionar a los jovenes la posibilidad de protegerse durante las relaciones sexuales porqu e no solo el aids esta en crecimiento, Tambien ven aumentan otras enfermedades de transmision sexual como la sifilis y la gonorrea. Campanhas que comprometan al eatado y a la sociedad. tambin

28/11/2011 | 21h45 Denunciar

Renato Benites

Infelizmente essa informação, esses dados são realmente chocantes,não servimos de modelo à toda Terra! Gauchada aids mata,aproveite as festas com segurança neste final de ano, use Camisinha Tchê!!

28/11/2011 | 21h30 Denunciar

alberto

Na realidade o que está em jogo não é qual a região que tem mais casos e sim a falta ainda de cuidados que as pessoas estão tendo.Isso independe de classe social ou região. O mais certo é se prevenir sempre.

28/11/2011 | 21h26 Denunciar

chico

Depois falam de pelotas.....

28/11/2011 | 21h00 Denunciar

Renata

É uma pena ler este tipo de notícia. Não importa o número de registros, importa que as pessoas continuam não se cuidando. Sendo que parte da população não tem idéia que possui o vírus. Só quem perdeu um ente querido com está doença sabe o que é viver com isso para o resto da vida. Acredito que temos que fortalecer cada vez mais as campanhas porque as notícias no hospital que trabalho, são deploráveis (infelizmente).

28/11/2011 | 20h55 Denunciar

Virginia Correa

Concordo em genero e numero com o Marcelo, ate por que trabalho na area da saude, e é justamente isto qque ocorre, temos um controle melhor e uma estatistica verdadeira,.

28/11/2011 | 20h55 Denunciar

Rodrigo Zimmermann

È a triste realidade do quadro da saúde gaúcha. Esse é o ranking do qual nao nos orgulhamos.

28/11/2011 | 19h00 Denunciar

SIG

o leitor "DIEGO", nem mesmo diante de um assunto tão sério, resolveu exercitar seu preconceito contra um tipo de cultura-pseudo-musical, o "funk". Ora, se tal funk possui tal letra, o que dizer então de outros estilos de música que igualmente pregam sexo de "qualquer modo". Preconceito é algo odiável.

28/11/2011 | 17h34 Denunciar

Fabrício

É óbvio que existe um viés de notificação associado a um melhor acesso ao diagnóstico.

28/11/2011 | 17h24 Denunciar

Marcelo

Concordo com o Alessandro e o Gilberto. Dado que o nível de instrução na região Sul é maior que no resto do país, e que aqui temos mais acesso aos serviços de saúde, isso deve ser levado em consideração. Aliás, o título da reportagem deveria ser "RS é o Estado com maior índice de casos de Aids notificados por habitante". Quanto à prevalência entre homossexuais (acredito que seja entre homossexuais do sexo masculino), segundo a OMS, a probabilidade de infecção por HIV numa relação sexual anal SEM O USO DE PRESERVATIVOS é 20x maior que numa relação sexual vaginal.

28/11/2011 | 16h36 Denunciar

Alessandro Vanoni

É Estado que mais notifica! Os outros Estados, notificam igual ao RS????!!

28/11/2011 | 15h56 Denunciar

Diego

...e o pior de tudo é que ouvi a letra de um funk que diz que a mulher esperta fura o preservativo pra pegar pensão do marido... muito bonita a letra. Volta a censura, pelamordedeus...

28/11/2011 | 13h06 Denunciar

Gilberto

Seria necessário um estudo mais aprofundado sobre essa situação. É bem possível que os resultados estejam sendo distorcidos pela falta de averiguação da confiabilidade estatística dos dados e procedimentos de coleta da informação noutros Estados, o que significaria que a situação geral do país seja bem pior do que o apontado.

28/11/2011 | 12h39 Denunciar

CLAUDINEI

SERÁ QUE A CAMISINHA É MUITO PEQUENA PARA OS GAÚCHOS? PERGUNTAR NÃO OFENDE.

28/11/2011 | 12h32 Denunciar

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