Coluna02/02/2013 | 15h05

Recanto para a moda vintage

Vera Bahia criou seu nicho vintage e ponta de estoque em uma boutique plena de surpresas

Enviar para um amigo
Recanto para a moda vintage Divulgação/Ver Descrição
O tailleur Chanel anos 60 continua um clássico cobiçado Foto: Divulgação / Ver Descrição
Celia Ribeiro

A moda está na roupa, mas só o estilo destaca a mulher, dizia Chanel ela própria imortal por seu estilo.

Há quatro meses, surgiu na Galeria Florêncio Ygartua, em Porto Alegre, uma loja inspirada na estilista. Chama-se Deauville Vintage pour Boy Capel, lembrando os nomes da praia francesa onde Chanel lançou sua moda esportiva (Deauville) e o nome do jovem inglês que foi o grande amor da vida dela (Boy Capel).

Vintage é o termo aplicado ao vinho de uma safra de uva excepcional em determinado ano. Na moda, vintage é um clássico permanente. Neste aspecto, os modelos dos anos 1960 e 1970 são dos mais cobiçados hoje, sendo vendidos em brechós como peças usadas submetidas a higienização.

Vera Bahia, paulista radicada há mais de 20 anos em Porto Alegre, criou seu nicho vintage e ponta de estoque na boutique plena de surpresas, pois só há um modelo de cada roupa e complementos, não existindo, portanto, grade. Um deles é um biquíni de Lenny Niemeyer. Entre as peças vintage estão incluídos vestido de malha Missoni, blazer da Prada e um Marc Jacobs. Neste mês devem chegar casacos de inverno desta grife.

Nas grifes nacionais, chama atenção um blazer Talie NK em tweed de look artesanal que, se você virar do avesso, vai se surpreender. Uma fina seda natural é inteiramente costurada em listas verticais no próprio tweed macio para dar-lhe estrutura.

Assim como um bom entendedor de vinhos tem conhecimento de uma garrafa vintage para comentar com os amigos, mulheres gostam de saber a origem de um modelo, quer seja Valentino, Chanel ou Dior. O que as amigas não fazem ao elogiar a roupa é perguntar sua grife, deixando o prazer para aquela que a veste tão bem.

 * O que tem de atual nas máximas da Chanel:

 

Bolsas em matelassê, com correntes douradas, pérolas e sapatos com bico contrastante


Cintos que marcam a cintura

Tailleur, pretinhos básicos e comprimentos à lá Chanel

Do bem viver

No final do ano, comentei na coluna que é invasivo tomar a iniciativa de beijar uma pessoa pública. Uma leitora ficou revoltada. Em seu e-mail diz que atrizes vivem do seu público e não há nada errado em fãs desconhecidas beijá-las. Esta coluna existe para dar os paradigmas do que é mais confortável no convívio social. Mas cada um faz como quiser ou o que for possível, dadas às circunstâncias.

Imaginar que eu sigo rigidamente etiqueta e que "seria bem mais feliz se não o fizesse" é uma bobagem. Lembro ter lido que Emily Post, a papisa da etiqueta nos Estados Unidos, recebia semanalmente para o chá em sua mansão de Nova York as mais importantes personalidades nos anos 1940. Pautadas pelo rigor da etiqueta, essas reuniões eram consideradas enfadonhas. Quem sabe pela falta de humor e de surpresas.

Ninguém é perfeito, e quem escreve sobre civilidade não foge à regra. Mas conhecendo o básico da boa educação, adquire-se maior segurança no trato social, especialmente nas ocasiões de formalidade, e a reconhecer alguma falta involuntária que exija um pedido de desculpas. Como o ser humano está em constante movimento, é sempre salutar informar-se para viver melhor, aprimorando a capacidade de se relacionar bem.

Brinde não recebido

"Sou produtora de eventos, e um dos meus fornecedores avisou que seria entregue em casa um brinde especial. Combinamos data e horário. Agradeci, mas não recebi o tal brinde. Fico na dúvida se comunico o fato aos diretores da empresa, pois eles podem pensar que o brinde de final de ano foi entregue." ROSANE

Na primeira oportunidade que se encontrar com um dos diretores, comente o fato "até para justificar porque não acusou o recebimento". Mas, será que o brinde corresponde à tanta preocupação? Pergunte a algum colega que deve tê-lo recebido.

Casamento no Caribe

"Vamos casar numa praia do Caribe, só eu e o noivo. Na volta, pensamos receber convidados mais íntimos para um jantar. Como faço o convite?" PATRICIA

Na verdade, vocês estarão festejando sua união estável, o que é comum nos dias atuais, às vezes com bênção até de um sacerdote. Ao convidar, explique, em poucas palavras, como foi que fizeram seus votos à beira-mar. O convite deve ser em linguagem informal, encimado pelo nome dos noivos. Abaixo pode constar: "Ficaremos felizes com sua presença entre os amigos que dia 22 de fevereiro, sexta-feira, às 21h, festejarão nosso casamento, realizado em 8/1/2013 numa praia do Caribe.

Confirme sua presença: e-mail e telefone / Endereço onde se realizará a festa".

Namoro no emprego

"Eu estava namorando um colega de escritório, fazia vários meses, e qual não foi a minha surpresa quando ele me dispensou para ficar com outra colega mais jovem. Minha vontade é dizer tudo que ele merece." BEATRIZ

Por estas e por outras que namoros surgidos em local de trabalho devem ser mantidos na maior discrição. Não fale mais nada, só vai provocar conversa e piorar a situação. Cale-se e valorize sua autoestima.

Comentar esta matéria Comentários (0)

Esta matéria ainda não possui comentários

Siga Donna no Twitter

clicRBS
Nova busca - outros