— Você acha que ainda vai usar um suéter de mohair que está em seu armário sem sair de lá há 20 anos, só porque foi comprado numa boutique de Paris?
Quem faz a pergunta é Ines de la Fressange, autora do livro A Parisiense (Editora Intrínseca), defendendo a necessidade de nos desfazermos de roupas fora de uso. Pensando nessas peças, a psicóloga Helena Soares abriu o Brechó da Troca, um brechó itinerante, sediado na loja Clássica com Pimenta, na Rua Venâncio Aires (contato pelo e-mail hellsoares @gmail.com)
Faz quatro anos que Helena criou o brechó pelo prazer do convívio em grupos de, no máximo, 15 mulheres, cuja faixa etária varia entre 25 e 60 anos. O assunto é sempre moda e as necessidades de cada uma para equilibrar seu guarda-roupa. Assim, uma senhora quis trocar um traje passeio por uma camiseta da qual ela realmente necessitava .
O regulamento do brechó proíbe o uso de dinheiro. Como é, então, que Helena, a coordenadora do grupo, tem vantagem com a trocas? O convite custa R$ 15, e, como ela também é consultora de estilo, vê a oportunidade de divulgar seu trabalho, que inclui indicação de costureiras.
Quem vai fazer uma troca deve seguir algumas recomendações: higienizar as roupas que deseja trocar, não se queixar por não encontrar o que deseja e evitar falar por muito tempo sobre a história da peça que está oferecendo.
Com o Brechó das Trocas, Helena Soares diz que está colaborando para a sustentabilidade, sem consumismo e gastos desnecessários. Clientes saem da divertida reunião com a mesma sacola que chegaram, mas levando para casa apenas o que realmente necessitam.
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Morangos pedem colher e garfo
É tempo de moranguinhos frescos, apresentados sem os caules e bem gelados, para serem servidos em taça de creme chantilly e açúcar refinado misturado à baunilha. Com o garfinho na mão esquerda, se fixa a fruta e, com a colher na direita, se parte o morango pela metade. Muitas frutas, especialmente pêssego em compota, exigem colher e garfo de sobremesa. Um espumante dourado combina com os morangos ao chantilly, como é comum no berço do creme chantilly, da região da França do mesmo nome.
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IMDB/Reprodução
Preguiça: um valor da antiga aristocracia
Apenas um século nos separa da ação do seriado Downton Abbey, iniciada num castelo da Inglaterra em 1912. É das melhores produções em matéria de costumes e evolução da sociedade democrática. Havia uma preguiça instituída no cotidiano de pessoas da aristocracia com títulos herdados através de gerações. Quando um rapaz de tendências democráticas se revolta porque o mordomo quer ajudá-lo a vestir-se, seu anfitrião precisa explicar que está humilhando aquele serviçal que se orgulha de suas funções e pode ser dispensado por não ter trabalho. Mas como é fácil as pessoas se habituarem a serem servidas!
Isabel Burton, mulher do cônsul britânico, em Santos, escreveu à sua mãe em 1860 sobre a dificuldade de os brasileiros fazerem esforço. "Pecado maior ainda é ser econômico pensam eles", observou a consulesa. As senhoras brasileiras ficavam admiradas com o quanto ela trabalhava em casa. Sem precisar. Na antiga aristocracia europeia, alguém que zelasse pelo seu nome de família não levava pacotes, por pequenos que fossem. Vi nos anos 1990, em Heidelberg (Alemanha), o duque Michael de Kent, tio da rainha Elizabeth II, entrando no hotel, seguido por seu secretário, um homem bem alto, que segurava um pacotinho para presente. A cena parecia teatro de costumes.
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Constrangimento de hóspede
"Tenho algumas manias em relação a certos alimentos. Uma delas é preferir cereais e pães integrais para o café da manhã. Outra é gostar de arroz integral. Sou frequentemente convidado para passar fins de semana em casas de amigos, mas fico superconstrangido em não comer o pão cacetinho e os bolos que eles oferecem. Já pensei em levar as minhas “manias”, mas fico pensando se não seria indelicadeza." RUBENS
– Você deve ser franco com seus anfitriões. Acho que eles vão gostar se levar os alimentos de sua preferência. Quanto ao arroz integral, pode dar problema entrar na cozinha para prepará-lo. Numa conversa geral, pode falar que come este tipo de arroz mais saudável. O que um hóspede não pode é ser invasivo e complicar a vida da casa. Ainda mais em tempo de veraneio.
Cardápio único
"Pretendo convidar um grupo de dez amigos para jantar num restaurante e gostaria de apresentar cardápio único, com opção para prato principal de carne ou de frango grelhado. Precisa apresentar cardápio da noite?" CARMEN
– Neste caso, não cabe. O garçom serve a salada empratada (já no prato) e avisa qual será o prato principal, perguntando se a pessoa prefere com filé ou com carne de frango. O que pode ser feito neste tipo de jantar é apresentar o cardápio de sobremesas e cada um pedir à sua própria escolha.
Festa no veraneio
"Vou festejar meu aniversário no salão de um hotel de praia. Será na última sexta-feira deste mês para 50 convidados. Preciso fazer convites impressos?" MAGALI
– A informalidade impera no alto-verão. Basta usar e-mail ou telefone. Muitos anfitriões não gostam de site de promoção da festa, porque mesmo os que não forem convidados ficam sabendo antes da festa realizada. Quem não foi convidado pode comentá-la depois com os promotores? Pode. Por que não? Seria a ocasião de os anfitriões dizerem que foi uma pena não terem podido ter feito mais convites, mas havia problema de espaço.









