As borbulhas do champanha estão sempre associadas a comemoração e euforia. Sua descoberta é atribuída ao monge Dom Perignon, no século 17, na região de Champagne, dai o nome deste vinho espumante. O monge observou nas adegas da abadia que, depois de engarrafados, certos vinhos fermentavam a ponto de estourar a rolha e quebrar a garrafa. Providenciou então vidros mais fortes assim surgindo o champagne. É masculino ou feminino? A concordância é com a palavra oculta o vinho.
A palavra champagne foi registrada na França e não pode ser usada em garrafas de outras procedências. No Brasil se chama espumante, na Alemanha é sekt e na Espanha cava. Deve ser servido bem gelado, à temperatura de três a quatro graus.
Com o avanço da produção do espumante na indústria do Rio Grande do Sul, equiparado aos grandes champanhes europeus, está havendo uma democratização da bebida, a ponto de ser produzida em garrafinhas para ser tomado com canudinho à beira-mar. É claro que se perde muito do ritual em torno do espumante que merece um cálice alongado - flute - que retém por mais tempo as borbulhas. Mas para um grupo jovem desfrutando de uma noite de luar à beira mar transforma um feliz encontro em celebração.
Os espumantes têm evoluído a partir de 1846, quando foi lançado o champanhe brut, pois até então era doce. Pode-se servir espumante brut, durante toda uma refeição, reservando a bebida doce para acompanhar a sobremesa. Para não deixar as crianças frustradas existe um espumante sem álcool, o Duschy que dá direito às borbulhas.
E no cult do cinema europeu - A Festa de Babette - que se vê o efeito da bebida, quando uma das rígidas comensais do jantar na casa do General franze o nariz ao tomar os primeiros goles e parte para sentir o sabor do refinado cardápio preparado por Babette.













