Coluna Celia Ribeiro29/12/2012 | 12h01

Sempre é tempo de mudanças

A mulher madura com boa saúde só percebe a idade cronológica diante do espelho

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Sempre é tempo de mudanças divulgação/Divulgação
Foto: divulgação / Divulgação

Mais um ano que chega e, ao constatar o passar do tempo revisando boas e más lembranças, as mulheres de hoje sabem que o conceito de maturidade mudou. Pode ser sinônimo de cinquentona ou até de uma mulher de 80 anos que se mantém interessada por tudo que acontece em torno dela. A mulher madura com boa saúde só percebe a idade cronológica diante do espelho, mas deve lembrar que a cinquentona do século 21 é igual a mulher de quarenta nos anos 1970.

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Marianne Williamson, autora do livro A Idade dos Milagres (Editora Prumo), ao referir-se à fase da aposentadoria, diz que é como se entrássemos numa sala, num novo ambiente que gostaríamos de poder evitar. Mas "esta sala não é tão ruim assim como parece a princípio, basta detectar seus lados positivos".

Acho que a nova sala que simboliza a chegada às diferentes etapas – da infância à velhice – precisa é de uma nova arrumação. São as mudanças. A renovação que se conquista, convivendo com amigos mais novos vai acontecendo. Tudo isto significa estar aberto às experiências dessas pessoas que nos cercam, sem querer imitá-las, mas compreendendo a fase de suas vidas. E não adianta revisar o próprio passado – "eu não deveria ter feito isso ou aquilo", pois naquela etapa da vida era o que parecia melhor.

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O hábito do brinde

Um dos costumes europeus que me surpreenderam em Paris, nos anos 1960, foi o de brindar com champanhe uma simples visita de amigos. Hábito só absorvido pelo Brasil desde os anos 80, incentivando nossa indústria vinícola, e que era até então privilégio para brindes em grandes ocasiões.

O nome "champagne" é registrado pela região de Champagne, onde foi descoberto pelo monge Dom Perignon no século 17. Por isso é referido no Brasil como espumante. Bebida considerada maldita na Revolução Francesa, associada ao luxo da nobreza, foi resgatada por Napoleão Bonaparte. É servida hoje, de preferência em cálices estreitos e alongados que melhor concentram as borbulhas.

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Divisão da despesa de casamento

"Estamos tratando da lista de convidados para o casamento de minha filha daqui a seis meses, pesquisando as despesas com a cerimônia na igreja e da festa, incluindo a cerimonialista. Penso que os pais do noivo deveriam dividir as despesas dos seus convidados. E as outras, como decoração, aluguel de salão etc, como posso sugerir mais esta divisão?" MARTINA

– É uma questão de o noivo conversar primeiro com seus pais. As despesas dos convites e da festa quase sempre são divididas, mas tudo depende da situação econômica dos pais da noiva e do noivo. Havendo intimidade entre as famílias, você pode discutir detalhes com a futura sogra da filha.

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Convites por e-mail e Facebook sem resposta

"Convidei 63 amigas para o meu aniversário. Das 23 que não foram, só cinco justificaram, no dia, que não iam. Mas tudo deu certo, porque muitas que não confirmaram presença apareceram. Convidei-as por e-mail e Facebook, e acho que ficaram constrangidas em clicar na opção "recusar". GLADIS

– Talvez, sim, porque o fato de avisar não comparecimento não significa recusa do convite. Tanto é que se envia flores, presente ou felicitações por e-mail ou um telefonema.

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Cumprimentos à mesa de restaurante

"Fico sempre indeciso quando se aproxima da nossa mesa no restaurante um casal para uma conversinha comigo e minha mulher. Eles ficam de pé e não sei se levanto enquanto estão ali ou fico sentado. Outro dia, foi meu gerente de escritório que agiu assim. " FERNANDO

– Homens maiores de idade, nesta situação, sempre se levantam. A mulher, não. Por isso não é de bom tom os “visitantes” conversarem muito: causa desconforto ao amigo de pé que se não age desta forma acaba considerado mal educado. Basta um aceno amistoso.

Celia Ribeiro agradece a participação dos leitores.
A jornalista estará de férias em janeiro e a coluna retorna em 3 de fevereiro.

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