Algumas semanas após a posse, o governador Tarso Genro, consciente da importância da culinária como uma das bases culturais do Rio Grande do Sul, pediu que fossem pesquisadas as cozinhas de diferentes etnias que influíram nos cardápios dos rio-grandenses. Formada uma equipe coordenada por Jussara Dutra, com o apoio de 11 universidades que possuem faculdade de gastronomia, o grupo visitou Pelotas, Santa Cruz, Caxias do Sul, São Leopoldo e outras cidades, recolhendo receitas legadas por imigrantes portugueses, alemães e italianos.
Governadores têm recebido sempre convidados especiais para almoços em palácio, geralmente contemplados com cardápios da nossa cozinha típica. A partir de agora, os menus serão enriquecidos por pratos de outras etnias, abrangendo também os doces, inclusive do livro de Yayá Ribeiro.
Uniformes foram criados para os chefs e auxiliares da cozinha, com a colaboração de alunos da Escola de Design de Moda da Feevale para a equipe responsável pela mesa da ala residencial do palácio e do Senai para o Galpão Crioulo. Estes uniformes foram apresentados em recente almoço no Galpão.
Com a presença da primeira-dama Sandra Genro, do secretário estadual de cultura Luiz Antônio de Assis Brasil e outras autoridades eu vi os uniformes durante almoço no Galpão Crioulo. O projeto que envolve nossa culinária prevê cursos profissionalizantes nas universidades envolvidas e um livro das receitas recolhidas.
O governador é sensível à boa mesa. Sandra, sua mulher, diz que vai para a cozinha como quem vai passear. Gosta de preparar pratos simples, mas bem temperados, onde não falta a pimenta "que desperta os sentidos", nem um salmão regado por molho de mel e mostarda, sempre acompanhado de arroz branco ou risoto.
Savoir faire de Nathalia
Presença destacada na comemoração dos 50 anos da RBS TV foi a da atriz Nathalia Timberg, que compareceu com o colega Nuno Leal Maia. Mulher sempre sóbria, continua bonita e elegante. Uma admiradora se aproximou dela e tomou a iniciativa de dar-lhe dois beijos. Sem deixar o sorriso a atriz perguntou:
— Com quem eu estou falando?
A jovem senhora fez então sua autoapresentação, já que esquecera que não se toma a iniciativa de estender a mão nem de beijar uma autoridade ou uma pessoa mais importante, no caso Nathalia, convidada da RBS que veio do Rio para a comemoração.
Chá com leite sem escolha
"Numa temporada que passei em Londres, uma inglesa que vivia nos arredores da cidade, me serviu uma taça de chá com leite, salientando ser aquele o tradicional "british tea". Eu não sabia que era assim, por isso aceitei e agradeci. Mas o leite me faz mal ao estômago. Era verão, e, enquanto ela lavava a louça, com a porta aberta, pedi para tomar o chá no pequeno jardim anexo, e ficamos conversando. No momento em que ela ficou de costas, joguei todo o chá com leite na grama. Eu poderia ter agido diferente? CRISTINA
— Em primeiro lugar, sua hostess deveria ter dito que era chá com leite. Mais correto seria ter apresentado um bule com chá e outro menor com leite para você se servir de acordo com seu gosto, permitindo que dissesse ter alergia ao leite. É como se faz com cafezinho ao servi-lo com ou sem açúcar: o convidado opta. Na verdade, você se valeu do primeiro recurso que teve, para não ser indelicada com uma anfitriã com a qual não tinha intimidade.
Pais pensam nos modos à mesa
"Nossos filhos têm nove e cinco anos. Minha mulher e eu nos preocupamos que tenham modos à mesa. Eles estão num excelente colégio, frequentamos um clube de primeira linha, mas na convivência com outras crianças eles acabam, às vezes, comendo de boca aberta ou falando com a boca cheia. Nós nos sentimos quase como Sansão e Golias nesta batalha. Qual a melhor tática a adotar?" BERNARDO
— O bom exemplo de vocês em casa, os comentários críticos diante da falta de modos à mesa, se na hora não são seguidos, pode estar certo que estão sendo assimilados. As crianças diante do grupo tendem a imitar a maioria e não querem destoar. No livro Etiqueta na Prática para Crianças ( L&PM) eles encontrarão de uma forma acessível a confirmação do que os pais recomendam.
Quem se serve primeiro no bufê
"Costumamos receber amigos para almoço ou jantar com bufê. Tenho dúvida se somos nós como anfitriões que damos início ao bufê ou os anfitriões." IARA
— Os anfitriões sempre se aproximam da mesa do bufê à hora de as pessoas se servirem. Na intimidade podem até se servir primeiro. Quando se trata de uma grande reunião, eles acompanham os convidados mais próximos até o buffet, mas não se servem. Ficam conversando aqui e ali e por fim se servem. A fila deve ser respeitada e se o convidado leva o prato para se servir jamais o colocará debaixo do braço, mas pegá-o com o cotovelo dobrado à altura da cintura e até com as duas mãos.













