22/05/2010 | 08h10

Estudo sugere que diferença de idade de parceiros altera expectativa de vida

Razões para a diferença de mortalidade permanecem incertas

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Estudo sugere que diferença de idade de parceiros altera expectativa de vida Diego Redel /
Mulheres com maridos muito mais jovens morrem mais cedo porque passam por mais estresse Foto: Diego Redel /
IAN SAMPLE

O casamento geralmente melhora a expectativa de vida, mas a diferença de idade entre um casal afeta a expectativa de homens e mulheres de maneira muito diferente. Casar-se com um homem mais velho diminui a longevidade delas, mas ter um marido mais jovem a reduz ainda mais, aponta agora um estudo alemão.

As descobertas, pinçadas a partir do histórico médico de 2 milhões de casais dinamarqueses, sugerem que o melhor que uma mulher pode fazer é se casar com um homem da mesma idade. Avaliações anteriores já haviam mostrado que homens vivem mais se têm uma companheira mais jovem, um efeito que os pesquisadores esperavam ver espelhado em mulheres que se casam com homens mais jovens.

Mas as conclusões de Sven Drefahl, do Instituto de Pesquisa Demográfica Max Planck, em Rosktock, na Alemanha, mostram que, quanto maior a diferença de idade, menor é a expectativa de vida para o sexo feminino, independentemente de o marido ser mais velho ou mais jovem.

De acordo com Drefahl, um homem de sete a nove anos mais velho do que a companheira tem uma taxa de mortalidade 11% mais baixa do que um homem casado com uma mulher da mesma idade. Entretanto, uma mulher que é de sete a nove anos mais velha que seu marido tem um uma taxa de mortalidade 20% maior do que se estivesse com um homem da mesma idade que ela.

Pesquisadores costumavam pensar que indivíduos mais saudáveis estavam em melhor posição para escolher pares mais jovens e, assim, já tinham uma maior expectativa de vida. Uma mulher mais jovem também pode representar benefícios psicológicos a um parceiro mais velho, além de propiciar melhores cuidados na velhice. Mas Drefahl projeta dúvida sobre essas ideias, já que elas não se sustentam para mulheres que se casam com homens mais jovens.

– Essas teorias devem agora ser reconsideradas. As razões para a diferença de mortalidade permanecem incertas.

Parte da explicação pode estar na qualidade das amizades formadas por homens e mulheres ao longo da vida. Elas tendem a ter amigos mais próximos fora do casamento, então se beneficiam menos da presença de um parceiro.

– Ao contrário dos benefícios trazidos por uma mulher mais jovem, um marido mais novo não ajudaria a prolongar a vida de sua mulher por tomar conta dela, levá-la para um passeio, curtir a vida conjugal na velhice. Ela já tem amigos para isso. O homem de idade, por sua vez, não costuma ter – avalia Drefahl.

Enquanto o estudo mostra que mulheres morrem mais jovens se há uma maior diferença de idade em seus relacionamentos, tanto homens quanto mulheres casados tendem a viver por mais tempo do que seus pares solteiros. A expectativa de vida das mulheres, em geral, é maior do que a dos homens.

Tradução: Fernanda Grabauska

As conclusões

:: Uma mulher de sete a nove anos mais velha que o marido tem uma taxa de mortalidade 20% maior do que se tivesse a mesma idade que ele.

:: Mulheres com maridos muito mais jovens morrem mais cedo porque passam por mais estresse.

:: O segredo para uma vida mais longa, pelo menos para as mulheres, é casar com alguém da mesma idade.

THE GUARDIAN - Londres

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Comentar esta matéria Comentários (3)

alan

Tenho a dizer que se há amor entre o casal não enteressa a idade e o que as outras pessoas pensam,namoro com uma mulher bem mais experiente do que eu amo muito ela e não a trocaria por outra mais nova ou da mesma idade que eu , sei que ela me completa e me adora apesar das situações que a faço passar,mas também respeito a pesquisa feita Drefahl.Obrigado!

23/05/2010 | 15h41 Denunciar

Arthur

A ONU faz pesquisa, o FMI faz pesquisa,milhões de empresas fazem pesquisa e, afinal, quem faz acontecer? Na realidade, o que conta é isso que chamamos de amor que é uma mistura de amizade,companheirismo e sexo, tudo numa proporção que não leve os conjuges ao estresse.As mulheres,querendo se equiparar aos homens, principalmente aos levianos,acabaram por determinar o fim de alguns elos que faziam parte de uma corrente saudável.Viraram levianas também e passaram a cultuar até sexo casual, uma irresponsabilidade total.Deu no que deu.E veremos ,à frente, muito mais gente pelos cantos, no fundo necessitando soldar estes elos,quase que irremediavelmente perdidos.Uma pena!

23/05/2010 | 13h01 Denunciar

G

Olá! Sou totalmente contra a pesquisa veiculada nesta reportagem, pois sou casado com minha esposa que, tendo 14 anos a mais do que eu, tem o espírito jovem e muito mais vontade de viver. A nossa espectativa de vida está normal e não vejo algo que a torne um problema. Respeito a psicanálise, mas cada um de nós é muito mais estudioso de si. Atenciosamente.

23/05/2010 | 09h28 Denunciar

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