Terapeuta Virtual
Psicólogas abrem este espaço para tirar as dúvidas sobre tudo o que envolve a vida em casa, desde a educação dos filhos até os problemas entre casais.
Filhos (34 perguntas)

Se ele está bem e sendo bem cuidado, te ocupa nos tempos livres de estar com ele e curtir. Leva para tua casa quando puder, façam programações juntos, mesmo com auxílio das tecnologias (fone, internet) procure saber dele e acompanhar o que vive. Ainda é uma situação nova, mas pode ser uma experiência boa sem transformar num drama. O que te angustia é como leva tua vida que acha dar margem para ele querer viver com o pai. Cuida disso!

É natural a reação dele, imagina se deparar com a morte de alguém de quem se gosta, os adultos sabem disso também, mas para viverem melhor não pensam nisso com frequência. A notícia é nova para ele e podem estar perto conversando conforme interpela até ir ficando num lugar mais tranquilo esse pensamento para ele e para vocês. É a dureza do crescer, e aparece em muitos momentos da vida esse enfrentamento. Que bom que estão aí para lidarem com isso perto dele. Não precisam ficar reforçando o que já foi dito, ele já entendeu.

Precisa ver melhor isso junto a escola e professores, sobre o que eles têm observado. Junto a tua filha, pode conversar sobre isso e saber se em outros momentos isso também acontece e que coisas ela tem a relatar da parte dela. Se achares que mudanças na vida da familia têm acontecido que possam remeter a essa situação escolar, precisa acompanhar de perto. Conforme seguir isso, a escola mesmo pode te auxiliar para um encaminhamento a uma avaliação psicológica e outros possíveis direcionamentos.

Troca de turma, colegas e professores são situações que sempre podem acontecer na vida de um estudante, por diferentes motivos. Se você não prefere ser também professora da tua filha, conversa com a direção da escola para tentar uma alternativa. Mas, interceder por ela ficar próxima aos colegas não é algo necessário, com outros isso também deve acontecer e sentem essa separação, mas na escola inclusive você deve estar acostumada a ver essas situações e mediar com os alunos quando isso ocorre e ajudá-los a lidar com essas mudanças. Se você ficar como professora da tua filha, acho que é possível lidar com isso, precisa muita conversa entre vocês, às vezes com a escola e os outros alunos, se aparecerem algumas dificuldades. Não tem problema, mas parece que é mais trabalhoso, e tudo vai depender da maturidade para lidarem com essa situação. Compartilha com a escola, não sofra sozinha essa angústia e a decisão também talvez não cabe somente a você.

Assim como teu ex marido tem uma refamília, você também, mesmo que não tenha tido outros filhos depois ou outro marido ainda. Teus filhos podem, sim, conviver com o pai e essa outra familia que ele formou (outra esposa e filho), é a nova vida dele. É um processo de mudança lenta lidar com esses sofrimentos, mas estar longe não garante nada, como você bem está percebendo. Retoma esse assunto junto aos teus filhos e o pai deles. Conversem sobre a possibilidade e importância que você acha em se verem, se falarem e conviverem. Talvez agora passado esse tempo todo seja de outra forma, todos estejam mais receptivos.
Você pode procurar também uma conversa com a escola para saber se isso se repete lá e mesmo para te auxiliarem numa indicação para encaminhamento de avaliação psicológica, seja para ti, seu marido, bem como para ambos lidarem com ela. Talvez ela não te diga o que tem porque nem sabe muito sobre isso que sente, assim como os adultos também às vezes não sabem dos seus sentimentos, mesmo quando não estão bem.

Na relação de vocês isso é ou tem conseqüências, ele precisa ser teu marido para assumir como pai do filho de vocês. É com isso que você conta e aí também precisa estar tua admiração por ele. Pode ajudá-lo a se dar conta disso, ou seja, quanto essa igualdade com o filho afasta ele do homem para ti. Para o filho de vocês da mesma forma, espera uma referência como pai e não como irmão, diferente do que você assiste. Mas é trabalhoso e sem garantia que sozinhos avancem na virada nessa relação.

Tem que te posicionar. Se espera que alguém te diga que não precisa, sabes que não vai encontrar. Precisa fazer o que tem que ser feito. Sofre ao pensar nas mudanças num primeiro momento, mas assim não está feliz também. É tarefa difícil sim a paciência e o prazer para lidar com esses papéis do feminino, não piore as coisas. Amamentar ainda te deixa mais perto da sua filha e é importante, mas tem seu tempo essa vivência, não se trata de desamor parar. Talvez seja o momento de alguns afastamentos que são saudáveis também, ela vai crescendo, é melhor que seja com tua ajuda. As noites, com essas interrupções, são exaustivas também para ti. Para ela não é um lugar confortável, mesmo que agora não entenda saber que você que controla a situação lida dessa forma. É legítimo que teu marido reinvidique a esposa de volta, se observa teu esforço também pode ter paciência e ajudar nisso que te causa angústia. Parece curtir a família que tem. Movimenta-te para aproveitar mais e preservar o que é importante para ti!

Alcione, vocês parecem continuar tão ligadas como quando ela era bebê e precisava muito da mãe. Mas agora é hora de iniciar o processo de individução e ajudar tua filha a se relacionar com outras pessoas e a lidar com a separação da mãe. Peça ajuda ao teu marido para lidar com isso, pois esta separação precisa ser feita e vai causar ansiedade tanto na mãe quanto na filha. Isso precisa mudar para ajuda-la no crescimento senão poderá ter problemas ao ingressar em uma escola e não conseguir fazer amizades. Se precisares de ajuda, procure um profissional para acompanha-la e orienta-la em como proceder. Assim, terás mais segurança e ficarás tranquila.

Conciliar estes 2 amores com idades próximas também é uma competição pelo teu amor. A mais velha pode ser mais exigente nas cobranças e de toda forma constroem relação de amor mais baseada na guerra do dia a dia. Tem cobrança e prazer em vocês duas nessa “guerrinha”, com ela pode falar o que observa nela e algumas coisa em ti. Com as duas sobre as diferenças e tua capacidade em ser duas mães diferentes e amá-las assim, de verdade. É trabalhoso viver essa negociação de amor para todos. Você é a mãe e percebendo isso tudo precisa também ter maturidade para encarar a situação e atravessar essa guerra com amor. Procurar atendimento psicológico para ti pode ser uma boa opção para poder lidar melhor com o teu descontrole nessas situações.

· Psicóloga · Especialista em Psicologia na Comunicação
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