Terapeuta Virtual

Psicólogas abrem este espaço para tirar as dúvidas sobre tudo o que envolve a vida em casa, desde a educação dos filhos até os problemas entre casais.

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Filhos (34 perguntas)

FilhosTenho um filho de 8 anos que está com o pai há um mês. Para mim está sendo difícil aceitar que ele queira morar definitivamente com o pai, pois ele sempre ficou comigo. Como posso lidar com isso? Não consigo aceitar a escolha, está sendo mais uma rejeição do que uma opção dele.Enviado em 27/12/2011
Carla Melani
Carla Melani

Se ele está bem e sendo bem cuidado, te ocupa nos tempos livres de estar com ele e curtir. Leva para tua casa quando puder, façam programações juntos, mesmo com auxílio das tecnologias (fone, internet) procure saber dele e acompanhar o que vive. Ainda é uma situação nova, mas pode ser uma experiência boa sem transformar num drama. O que te angustia é como leva tua vida que acha dar margem para ele querer viver com o pai. Cuida disso!

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FilhosEstou preocupada com meu filho Eduardo que tem 06 anos. Há algumas semanas ele perguntou sobre seu bisavô falecido e minha mãe lhe explicou que biso morreu e quando o Eduardo perguntou o porquê, minha mãe disse que chegou a hora porque ele nasceu, cresceu, ficou velhinho e morreu. Horas depois minha mãe encontrou o Eduardo em prantos e dizendo que não queria mais crescer porque iria morrer. Desde então ele tem estado tristinho, fala muito sobre o assunto e chora ao imaginar que ele o nós iremos morrer. Meu marido tentou reverter a situação dizendo que a morte é natural e disse que quando o Papai do Céu nos quer com Ele, nos leva pro céu que é um lugar bonito. Agora ele chora dizendo que nãoEnviado em 01/11/2011
Carla Melani
Carla Melani

É natural a reação dele, imagina se deparar com a morte de alguém de quem se gosta, os adultos sabem disso também, mas para viverem melhor não pensam nisso com frequência. A notícia é nova para ele e podem estar perto conversando conforme interpela até ir ficando num lugar mais tranquilo esse pensamento para ele e para vocês. É a dureza do crescer, e aparece em muitos momentos da vida esse enfrentamento. Que bom que estão aí para lidarem com isso perto dele. Não precisam ficar reforçando o que já foi dito, ele já entendeu.

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FilhosMinha filha tem 7 anos, tira boas notas na escola, porém, semana sim e semana não, vem reclamação da escola referente a falta de comportamento e de concentração na aula que fica olhando para os lados ou para a janela. Me ajudem, não sei o que fazer para resolver isso.Enviado em 25/05/2011
Carla Melani
Carla Melani

Precisa ver melhor isso junto a escola e professores, sobre o que eles têm observado. Junto a tua filha, pode conversar sobre isso e saber se em outros momentos isso também acontece e que coisas ela tem a relatar da parte dela. Se achares que mudanças na vida da familia têm acontecido que possam remeter a essa situação escolar, precisa acompanhar de perto. Conforme seguir isso, a escola mesmo pode te auxiliar para um encaminhamento a uma avaliação psicológica e outros possíveis direcionamentos.

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FilhosOlá estou num grande conflito sou professora e vou assumir a turma da minha filha de oito anos, porém a turma será dividida em duas e se minha filha for minha aluna irá ficar separa de algumas colegas.O que devo fazer, o que seria mais prejudicial para ela? A separação das amigas será algo traumático? A relação mãe x filhos sofre prejuízos quando a mãe passa a assumir uma função pedagógica dessa natureza?Enviado em 25/05/2011
Carla Melani
Carla Melani

Troca de turma, colegas e professores são situações que sempre podem acontecer na vida de um estudante, por diferentes motivos. Se você não prefere ser também professora da tua filha, conversa com a direção da escola para tentar uma alternativa. Mas, interceder por ela ficar próxima aos colegas não é algo necessário, com outros isso também deve acontecer e sentem essa separação, mas na escola inclusive você deve estar acostumada a ver essas situações e mediar com os alunos quando isso ocorre e ajudá-los a lidar com essas mudanças. Se você ficar como professora da tua filha, acho que é possível lidar com isso, precisa muita conversa entre vocês, às vezes com a escola e os outros alunos, se aparecerem algumas dificuldades. Não tem problema, mas parece que é mais trabalhoso, e tudo vai depender da maturidade para lidarem com essa situação. Compartilha com a escola, não sofra sozinha essa angústia e a decisão também talvez não cabe somente a você.

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FilhosOlá! Tenho dois filhos (6 anos e 5 anos) e sou separada há 4 anos. O pai não os busca, não os leva na casa dele no final de semana. Até hoje em 4 anos levou somente 3 vezes. Já tem outro filho com 1 ano. No início achava que deveria insistir mas várias pessoas inclusive a professora do meu filho acham que não é benéfico ele ir a casa do pai e ver outra família lá. Não sei o que fazer. Meus filhos sentem saudade do pai e não expressam mais isso devido ao bloqueio que já estão fazendo. Devo insistir para o pai levá-los? Sim ou não?Enviado em 25/05/2011
Carla Melani
Carla Melani

Assim como teu ex marido tem uma “refamília”, você também, mesmo que não tenha tido outros filhos depois ou outro marido ainda. Teus filhos podem, sim, conviver com o pai e essa outra familia que ele formou (outra esposa e filho), é a nova vida dele. É um processo de mudança lenta lidar com esses sofrimentos, mas estar longe não garante nada, como você bem está percebendo. Retoma esse assunto junto aos teus filhos e o pai deles. Conversem sobre a possibilidade e importância que você acha em se verem, se falarem e conviverem. Talvez agora passado esse tempo todo seja de outra forma, todos estejam mais receptivos.

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FilhosMinha filha sempre foi um amor. Ela tem dez anos e, de uns tempos para cá, chega da escola mau humorada, batendo as portas e gritando com o pai dela, que a cria desde os 2 anos. Ela é uma ótima aluna, mas sinto que ela guarda algo em seu coração que não quer me contar. Sempre que falo com ela, a resposta é sempre a mesma: Não tenho nada, mãe. Não sei o que fazer!Enviado em 02/05/2011

Você pode procurar também uma conversa com a escola para saber se isso se repete lá e mesmo para te auxiliarem numa indicação para encaminhamento de avaliação psicológica, seja para ti, seu marido, bem como para ambos lidarem com ela. Talvez ela não te diga o que tem porque nem sabe muito sobre isso que sente, assim como os adultos também às vezes não sabem dos seus sentimentos, mesmo quando não estão bem.

 

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FilhosMeu marido mais parece irmão do nosso filho. É muito infantil, não sabe lidar com o menino (que só tem 8 anos, mas já percebeu as fragilidades do pai). O que posso fazer para ajudá-los a ter um bom relacionamento?Enviado em 21/03/2011
Carla Melani
Carla Melani

Na relação de vocês isso é ou tem conseqüências, ele precisa ser teu marido para assumir como pai do filho de vocês.  É com isso que você conta e aí também precisa estar tua admiração por ele. Pode ajudá-lo a se dar conta disso, ou seja, quanto essa igualdade com o filho afasta ele do homem para ti. Para o filho de vocês da mesma forma, espera uma referência como pai e não como irmão, diferente do que você assiste. Mas é trabalhoso e sem garantia que sozinhos avancem na virada nessa relação.

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FilhosSou casada há três anos e tenho uma filha de 1 ano e 5 meses. Amo minha filha e meu marido, mas não estou sabendo lidar com alguns problemas do cotidiano. Não durmo bem à noite, pois ela dorme tarde e acorda várias vezes para mamar no peito. Sei que já deveria ter tirado o leite do peito dela, mas não tenho coragem de fazer. Estou bastante nervosa, sem paciência com ela e com meu marido. Ele reclama de que não temos tempo para transar e que eu era diferente antes dela nascer. Como eu faço para conciliar casa, marido e, principalmente, como eu posso ter mais paciência com ela?Enviado em 09/03/2011
Carla Melani
Carla Melani

Tem que te posicionar.  Se espera que alguém te diga que não precisa, sabes que não vai encontrar.  Precisa fazer o que tem que ser feito. Sofre ao pensar nas mudanças num primeiro momento, mas assim não está feliz também. É tarefa difícil sim a paciência e o prazer para lidar com esses papéis do feminino, não piore as coisas. Amamentar ainda te deixa mais perto da sua filha e é importante, mas tem seu tempo essa vivência, não se trata de desamor parar. Talvez seja o momento de alguns afastamentos que são saudáveis também, ela vai crescendo, é melhor que seja com tua ajuda. As noites, com essas interrupções, são exaustivas também para ti. Para ela não é um lugar confortável, mesmo que agora não entenda saber que você que controla a situação lida dessa forma. É legítimo que teu marido reinvidique a esposa de volta, se observa teu esforço também pode ter paciência e ajudar nisso que te causa angústia. Parece curtir a família que tem. Movimenta-te para aproveitar mais e preservar o que é importante para ti!

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FilhosMinha filha tem 1 ano e 10 meses. É muito apegada a mim, nem com o pai quer ficar. Dorme comigo e se eu tentar coloca-lá pra dormir sozinha, passo a noite me levantando. Há também a possibilidade de eu estar grávida. E estou desesperada porque não sei como agir com ela, pois é muito ciumenta e muito apegada. Também me senti como se eu a tivesse "traindo" com essa possível  nova gravidez. Estou aflita porque não sei como será se eu estiver grávida, mas não quero rejeitar meu novo bebê.Enviado em 07/02/2011
Clarissa Santos Leitune
Clarissa Santos Leitune

Alcione, vocês parecem continuar tão ligadas como quando ela era bebê e precisava muito da mãe. Mas agora é hora de iniciar o processo de individução e ajudar tua filha a se relacionar com outras pessoas e a lidar com a separação da mãe. Peça ajuda ao teu marido para lidar com isso, pois esta separação precisa ser feita e vai causar ansiedade tanto na mãe quanto na filha. Isso precisa mudar para ajuda-la no crescimento senão poderá ter problemas ao ingressar em uma escola e não conseguir fazer amizades. Se precisares de ajuda, procure um profissional para acompanha-la e orienta-la em como proceder. Assim, terás mais segurança e ficarás tranquila. 

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FilhosTenho duas filhas, uma de 7 e outra de 8 anos. A mais velha tem problemas com os temas, não se concentra e é muito teimosa , faz de tudo para chamar a atenção e brigamos muito, não tenho muita paciência com as birras e acabamos brigando. Ela verbaliza que eu gosto mais da irmã do que dela, eu tento me aproximar, mas ela não deixa.O que eu faço?Enviado em 26/01/2011
Carla Melani
Carla Melani

Conciliar estes 2 amores com idades próximas também é uma competição pelo teu amor. A mais velha pode ser mais exigente nas cobranças e de toda forma constroem relação de amor mais baseada na guerra do dia a dia. Tem cobrança e prazer em vocês duas nessa “guerrinha”, com ela pode falar o que observa nela e algumas coisa em ti. Com as duas sobre as diferenças e tua capacidade  em ser duas mães diferentes e amá-las assim, de verdade. É trabalhoso viver essa negociação de amor para todos. Você é a mãe e percebendo isso tudo precisa também ter maturidade para encarar a situação e atravessar essa guerra com amor. Procurar atendimento psicológico para ti pode ser uma boa opção para poder lidar melhor com o teu descontrole nessas situações.

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  • Carla Melani
    Carla Melani

    · Psicóloga · Especialista em Psicologia na Comunicação

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