Terapeuta Virtual
Psicólogas abrem este espaço para tirar as dúvidas sobre tudo o que envolve a vida em casa, desde a educação dos filhos até os problemas entre casais.
Família (24 perguntas)
Essas “estreias” com as coisas densas da vida são difíceis mesmo. Precisa procurar seguir com outros encaminhamentos, outro trabalho e lugar para morar. O mundo não é justo mesmo, nem o das relações pessoais, nem profissionais. Precisa pensar no teu objetivo maior que é tua opção de mudança de vida, que começou pela cidade para estudar. Aos poucos vai conhecendo outras pessoas que podem ir te ajudando na indicação de alternativas para essas mudanças. Mesmo sendo difícil é possível, depende do teu empenho, pois deve conhecer outras pessoas que já fizeram esse percurso e sobreviveram.

Tem limite o teu papel de filha, mesmo se estivesse próxima fisicamente da tua mãe. Certamente tem coisas que se movimentam com tua mãe e com o casal na tua saída de casa. O que não garante que tua estada em casa economizasse essas cenas. Cuidar de ti te ocupa já, e eles ficam com margem para se resolverem de algum jeito, perto ou longe. Não cabe só a ti fazer que eles se sintam felizes, assim como está se encorajando na autonomia, eles também precisam viver isso!

É normal que com algumas pessoas se tenha mais liberdade para conversar, seja com amigos ou família. Importante é que tenha essas pessoas, mesmo que demore um tempo de convivência para se sentir mais a vontade para alguns assuntos. Você pode sim procurar um Psicólogo na sua cidade mesmo, e trabalhar esse desejo de avançar nas trocas principalmente com a família e com tua espontaneidade com outras convivências. Na sua vida profissional, acadêmica e social isso pode ir aparecendo como impedimento de oportunidades em alguns momentos e você pode fazer diferente. Ao trabalho!

Oi, Clarice. Antes de mais nada, parabéns pelo casamento e muitas felicidades. Nós sabemos que o casamento é uma festa aonde os familiares dão muito papite e se sentem casando junto com a gente. Ou seja, é normal isso que está acontecendo. Você só precisa colocar um pouco de limites. A minha sugestão é você abrir o jogo para a sua sogra e cunhada dizendo que você agradece a ajuda delas, afinal você mesmo disse que queria que elas te ajudassem e que elas são muito boas nisso, mas que você está um pouco constragida uma vez que seus pais também estão te ajudando e que você não acha justo ter tantos gastos com a festa de casamento.O que você acha? Boa sorte.

Não sei que idade tens, mas parece ter maturidade para perceber que apesar de ter pais assim, um que não faz por si e outro que tampona tudo, pode fazer diferente com tua vida. Não cabe a ti o controle dessa situação do casal de pais. Te empenhe nas tuas escolhas para seguir uma vida melhor. E anuncie isso aos teus pais, converse com cada um, deve saber algum momento que eles bem te escutam e conte a eles como está vivendo essa função deles e como é para ti estar nesse lugar de filha. E a tua tarefa não passa de poder apoiar eles nas boas decisões.

Olá, Mari! A saída da casa dos pais para o início da vida adulta pode ser um processo difícil dependendo dos vínculos de apego que desenvolvemos ao longo de nossas vidas. Se tu sempre foste muito apegada a tua mãe, é claro que esta separação, ainda mais com uma distância de tantos quilomêtros, não será fácil. Porém, não é impossível sobreviver e muito bem. Tu precisas passar por uma adapatação e criar novos vínculos afetivos que supram os afetos deixados com a saída de casa. Como está tua vida social? Tens amigos, colegas de trabalho? Namorado? ou seja pessoas com as quais conviver e ter uma troca afetiva. Este é o primeiro passo para ajudar na falta que estas pessoas da família fazem. Tente investir nisso!!! Boa sorte!

Tem limite sim no que você e o teu namorado podem interferir nessa situação toda, tanto na separação dos pais dele, quanto na depressão da mãe. Manter esse “faz de conta” também tem um preço para todos e pelo que você relata acompanhar, parece que a separação acontecerá. Teu namorado precisa ir amadurecendo no trato dessa situação, pois não cabe a ele a decisão. E vocês dois precisam cuidar da relação de vocês, que se desgasta com essas funções todas. Estar perto e apoiar não é fazer por ninguém, alguns sofrimentos cabem a cada um em particular. Retoma essa conversa com teu namorado!

Olá. Estas questões familiares são realmente difíceis. Existe uma forma de tratar esta situação para que tu te sintas melhor. É imprescindível que tu converse com teu marido sobre isso e tente explicar como tu te sentes. Se ele puder entender e te apoiar nesta situação, ele poderá te ajudar a se sentir mais incluída na família de origem dele. Afinal, vocês construiram uma nova família com esta filha e agora precisam se apoiar mutuamente, perante a vida como um todo e isso inclui as famílias de origem de cada um.

Em muitos momentos retomamos questionamentos em relação as funções parentais, mesmo para aqueles que não possuem pais separados. É natural pensarmos em como seria se o contexto familiar fosse diferente. Pronunciado por ti, em relação a falta do teu pai, talvez esteja também pensando em ter contato com ele, mesmo tendo uma mãe bem presente, mas agora por ti mesma e como resgate também da tua história. E talvez possa conversar melhor com tua mãe sobre isso, pois é um movimento que mexe com a vida, memória e fantasia de todos, exigindo maturidade para cada um.

Provavelmente nem tua irmã saiba nada além do que isso que você fala (o que ela acha sobre você). Você pode situá-la novamente em relação ao teu sofrimento, na forma como sente as agressões dela, mas sem muita garantia de uma mudança na convivência que dependa somente de ti, como vem acontecendo. Tem coisas que escapam a vontade deliberada, de ambas, que sãs as construções e manifestações inconscientes. As repercussões podem ser essas que se refere, as agressões, que causam um certo estranhamento quando se apresenta, afinal, é entre pessoas onde existe afeto. Talvez ela não perceba da mesma forma que você e nem precisem viver tão perto, para manter alguma convivência nem sempre o grau de parentesco determina o melhor amigo e confidente. Não precisa se afastar totalmente, mas uma distância que não provoque tanto assunto entre vocês.

· Psicóloga · Especialista em Psicologia na Comunicação
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