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Fique atento04/03/2013 | 11h22

Crianças de 1 a 4 anos são principais vítimas de intoxicação por medicamentos

Atraídas pelas embalagens, crianças ingerem remédios indevidamente

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Crianças de 1 a 4 anos são principais vítimas de intoxicação por medicamentos Adriana Franciosi/Agencia RBS
Não são raros os casos de crianças que, atraídas pela cor ou pelo cheiro, pegam remédios em gavetas e armários Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS

A curiosidade infantil e o apelo visual dos medicamentos coloridos em cápsulas, comprimidos ou líquidos acondicionados em frascos são um perigo à saúde das crianças, principalmente, na faixa etária de 1 a 4 anos. O alerta é do médico e toxicologista Anthony Wong, diretor do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Ele observou que cada vez mais os adultos recorrem a medicamentos para transtornos psíquicos como antidepressivos, calmantes, estimulantes, ansiolíticos e drogas para dormir. Segundo o médico, não são raros os casos de crianças que, atraídas pela cor ou pelo cheiro, pegam esses remédios em gavetas e armários e acabam tomando-os.

De acordo com o especialista, nem sempre ingerir inadequadamente esses medicamentos leva a uma intoxicação. Ele diz que os responsáveis pela criança devem agir com calma e buscar orientação. Também alerta que beber água ou leite após o uso indevido de algum medicamento pode até comprometer mais a saúde. Tomar água, por exemplo, potencializa o efeito do remédio, porque o composto químico irá percorrer a corrente sanguínea mais depressa. Se for leite, há risco de uma reação, lembra o especialista. Outro procedimento a ser evitado é provocar o vômito.

Uma pesquisa feita pelo Ceatox indicou que, no primeiro semestre do ano passado, ocorreram 600 casos de intoxicação, dos quais a maioria das vítimas (25%) era criança de 1 a 4 anos. A faixa de 5 a 9 anos representou 8% dos casos. Os adultos somaram 11% dos atendimentos, prevalecendo os que tinham entre 30 e 39 anos. Mais da metade (60%), incluindo todas as faixas etárias, são do sexo feminino.

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