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Vício arriscado05/02/2013 | 18h27

Cerca de 70% dos pacientes com câncer de bexiga são fumantes, aponta pesquisa

Levantamento também revela que há prevalência da doença em duas profissões: motorista e profissionais que lidam diretamente com produtos químicos

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Cerca de 70% dos pacientes com câncer de bexiga são fumantes, aponta pesquisa Debora Klempous/Agencia RBS
os agentes metabólicos do cigarro, que são inalados junto com a sua fumaça, irritam o delicado revestimento do aparelho urinário, chamado urotélio Foto: Debora Klempous / Agencia RBS

Um levantamento feito entre pacientes atendidos pelo Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp) mostrou que aproximadamente 70% dos casos de câncer de bexiga, de um total de 2,5 mil doentes, têm relação com o tabagismo. O diagnóstico tardio é um problema da doença, que tem maior incidência entre trabalhadores químicos e motoristas.

De acordo com Marcos Dall' Oglio, coordenador da Urologia do Icesp, os agentes metabólicos do cigarro, que são inalados junto com a sua fumaça, irritam o delicado revestimento do aparelho urinário, chamado urotélio.

— E esse fenômeno irritativo, causado por esses agentes do cigarro, no longo prazo, causa o câncer de bexiga — explica o médico.

Dall' Oglio esclarece que processos irritativos da bexiga, como infecção crônica, elevam os riscos do desenvolvimento do câncer. Entre os sintomas mais importantes estão a sensação de ardência e a vontade de urinar a toda hora. De acordo com ele, cerca de 88% dos casos também apresentam sangue ao urinar.

O levantamento mostrou também que metade dos pacientes com câncer de bexiga iniciam o tratamento após um diagnóstico tardio.

— Talvez, quando surgem os sintomas, a pessoa não procure assistência médica, porque acha que vai melhorar, ou talvez porque tenha tido dificuldade em fazer o diagnóstico — considera Dall' Oglio.

Por apresentar sintomas semelhantes a de outras doenças, como infecção urinária, pedra na bexiga ou, em homens, uma próstata inchada, o câncer de bexiga pode ter o diagnóstico retardado.

—Esses sintomas urinários podem ser motivo, às vezes, de confusão — alerta.

O médico explica que pacientes do sexo masculino são os que sofrem mais com esse tipo de câncer – para cada mulher diagnosticada, existem três homens com o problema.

Prevalência em motoristas e profissionais que lidam com produtos químicos

Outro dado da pesquisa revela que há prevalência da doença em duas profissões: motorista e profissionais que lidam diretamente com produtos químicos. Suspeita-se que o alto número de motoristas com o câncer de bexiga tenha relação com a baixa frequência com que vão ao banheiro e também com a menor ingestão de líquidos.

No caso dos profissionais que lidam com produtos químicos, a exposição prolongada – há mais de dez anos – aumenta o risco de se desenvolver um tumor na bexiga.

— Produtos a base de derivados do petróleo, como plásticos, elementos e produtos de limpeza, têm o papel de exercer um fenômeno irritativo sobre as vias urinária — explica o médico.

Esse contato ocorre por inalação ou manuseio, fazendo com que os derivados químicos sejam absorvidos pelo organismo.

O tratamento do câncer de bexiga, quando a doença é detectada no começo, é feito por meio de cirurgia por dentro do canal da urina, para retirada do tumor.

— Isso quando o tumor é superficial, que não tem uma raiz mais profunda na musculatura da bexiga — explica.

Em caso contrário, o tratamento com maior chance de cura é uma cirurgia mais radical.

— É retirar a bexiga ou fazer radioterapia — conclui.

Comentar esta matéria Comentários (1)

luiz carlos

Fraude. Essas pesquisas são fraudulentas. Peçam, para mostrar aonde estão essas pessoas, os dados por entidade hospitalar. Garanto, nunca aparecem. Como Olavo de Carvalho, está divulgando...a ciência médica, precisa urgente, ser policiada. Estão passando dos limites, na irresponsabilidade.

05/02/2013 | 23h04 Denunciar

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