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Obesidade x saúde02/01/2013 | 14h41

Estudo afirma que alguns quilos a mais podem aumentar tempo de vida

Efeitos benéficos de maiores reservas de energia no corpo são uma das hipóteses apontadas para explicar paradoxo

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Estudo afirma que alguns quilos a mais podem aumentar tempo de vida Carlinhos Rodrigues/Agencia RBS
Pesquisadores determinaram que indivíduos com IMC entre 25 e 30 têm risco de morte 6% menor que pessoas com peso normal Foto: Carlinhos Rodrigues / Agencia RBS

Uma análise realizada com quase 100 estudos em todo o mundo chegou a conclusões controversas sobre a saúde de quem tem quilos a mais: pessoas com excesso de peso e obesos moderados vivem um pouco mais do que aquelas com peso normal, enquanto a obesidade mais elevada aumenta significativamente o risco de morte.

O estudo, publicada no Journal of the Medical American Association (JAMA), sugere várias hipóteses para explicar este paradoxo, como os efeitos benéficos de maiores reservas de energia no corpo ou o fato de que as pessoas obesas procuram mais tratamento médico. A análise publicada pelo JAMA é uma síntese de 97 estudos abrangendo 3 milhões de pessoas em todo o mundo.

Os pesquisadores determinaram que os indivíduos cujo índice de massa corporal (IMC, peso dividido pela altura ao quadrado) está entre 25 e 30, considerados obesos, têm um risco de morte 6% menor do que os de peso normal, com um IMC de 18,5 a 25.

Para aqueles que sofrem de obesidade moderada, definida com um IMC de 30 a 35, o risco de mortalidade é 5% menor em comparação com pessoas de peso normal. Mas para os obesos com IMC maior que 35, o risco de mortalidade aumenta em 29% em comparação com indivíduos normais.

A doutora Katherine Flegal, dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), que liderou a pesquisa, já havia publicado um estudo controverso, em 2005, indicando uma ligação entre o excesso de peso e a maior longevidade. Desta vez, a análise se concentra em um número muito maior de dados (2,88 milhões de pessoas e mais de 270 mil mortes) em vários países da América do Norte, Europa, Ásia e América do Sul.

"Pequenos excessos de tecido adiposo poderiam fornecer reservas de energia para certas doenças e poderiam trazer outros efeitos benéficos que devem ser considerados à luz desta última pesquisa", escreveram Steven Heymsfield e William Cefalu, do Pennington Biomedical Research Center, em Baton Rouge, Louisiana, em um editorial também publicado no JAMA.

Para Thomas Frieden, diretor dos CDC, "ainda resta aprender que a obesidade é a melhor maneira de medir isso". No entanto, ele insistiu em um comunicado que "não há dúvida de que ser obeso não é saudável, pois aumenta o risco de diabetes adulta, doenças do coração, câncer e muitos outros problemas de saúde".

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