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Câncer fatal25/01/2013 | 19h17

Cientistas descobrem novas mutações do melanoma

Pesquisa pode ajudar a entender melhor como a doença se desenvolve

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Cientistas descobrem novas mutações do melanoma Daniel Conzi/Agencia RBS
Melanoma é um câncer de pele agressivo Foto: Daniel Conzi / Agencia RBS

Pesquisadores descobriram duas novas mutações genéticas que são responsáveis por provocar 71% dos casos de melanoma, um câncer de pele agressivo particularmente mortal, segundo trabalhos científicos divulgados nesta quinta-feira.

Estas mutações, detectadas na parte do genoma que controla os genes, não aos genes em si mesmos, se produzem nos tumores de um grande número de pessoas e poderiam muito bem ser os mais frequentes em melanomas que foram encontrados até o momento.

Esta descoberta, que foi objeto de dois estudos publicados na edição online da revista Science, poderia ajudar a entender melhor como se desenvolvem os melanomas e até mesmo outros tipos de câncer. Em última instância, isso poderia conduzir a tratamentos para prevenir o câncer o deter sua progressão.

Esta é a primeira vez que mutações vinculadas ao câncer são descobertas nesta vasta região do DNA das células cancerígenas.

Esta região é chamada de "matéria escura" do genoma, em alusão à matéria que formaria grande parte do universo, mas continua sendo difícil de alcançar.

Um grande número de mutações presentes no câncer foram identificadas nas últimas décadas, mas se encontravam em todas nas demais regiões dos genes responsáveis pela produção de proteínas, explicaram os pesquisadores.

— Esta descoberta representa uma primeira incursão na 'matéria escura' do genoma do câncer — afirmou o doutor Levi Garraway, do Instituto do Câncer Dana-Farber, em Boston, o principal autor do estudo.

— É a descoberta das duas mutações mais comuns no melanoma, que poderiam conduzir à busca de um tratamento preventivo orientado — completou.

Os pesquisadores também informaram que estas mutações estão presentes nas células de câncer do fígado e bexiga.

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