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Vacina de gente grande12/12/2012 | 07h01

Sociedades médicas indicam vacinas para os adultos com calendários específicos

Imunização não é coisa só de criança

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Sociedades médicas indicam vacinas para os adultos com calendários específicos Daniel Conzi/Agencia RBS
Motivos não faltam para se ficar atento à vacinação na idade adulta Foto: Daniel Conzi / Agencia RBS

Vacina não é sinônimo de infância. Motivos não faltam para se ficar atento à vacinação na idade adulta. Por exemplo, a varicela e a hepatite A se manifestam de forma mais grave no adulto do que na criança. Vacinas contra a difteria, tétano, coqueluche e febre amarela demandam doses de reforço ao longo da vida. De acordo com a categoria profissional ou o roteiro de uma viagem, a pessoa pode ficar mais exposta a certas doenças infectocontagiosas e por isso precisa ser protegida pela imunização.

Na opinião do médico Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), a vacinação é associada às crianças porque as primeiras vacinas que surgiram no mundo evitavam doenças responsáveis por boa parte da mortalidade infantil, como a difteria e a poliomielite.

José Geraldo Ribeiro, professor de Medicina Preventiva da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, lembra que os adultos também precisam se informar sobre as vacinas:

— Muita gente chegou à fase adulta sem estar protegido contra as hepatites A e B, porque as vacinas contra essas doenças são relativamente recentes.

A médica Lucia Bricks, diretora de Saúde Pública da Sanofi Pasteur, observa que a vacinação do adulto visa não somente proteger o indivíduo, como também seus contatos:

— Um dos exemplos mais importantes é a vacinação contra a coqueluche.

Por que é importante

Estar em dia com a vacinação de rotina é um dos primeiros passos do adulto preocupado com sua saúde. Diabéticos, hipertensos e outros doentes crônicos precisam se vacinar contra doenças às quais estão mais suscetíveis, como a pneumonia. A vacinação para essas pessoas pode ser feita gratuitamente nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (Cries), cuja lista de endereços está disponível no portal do Ministério da Saúde.

A Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim) criou ainda o calendário ocupacional, que indica vacinas para várias categorias profissionais, que estão mais expostas a determinadas doenças infectocontagiosas. Entre elas estão os pilotos e comissários, as manicures e pedicure, manipuladores de alimentos, os profissionais de saúde, os professores e demais pessoas que trabalham com crianças. Esse e outros calendários para adultos podem ser conferidos na página no site da Sbim.

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