O câncer é a segunda causa de mortes no Rio Grande do Sul. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, nas próximas décadas, a doença se torne a principal causa de mortes no mundo todo, sendo que dois terços dos casos devem ser registrados em países em desenvolvimento, como o Brasil. Com base nessas projeções, o Hospital Ernesto Dornelles, de Porto Alegre, firmou parceria com o Instituto Kaplan para criar um novo Centro de Oncologia.
A direção médica da unidade será liderada pelos médicos Gilberto Schwartsmann, um dos principais nomes da oncologia no Estado, e André Brunetto, recém chegado de uma temporada de pesquisa de drogas anti-câncer em um dos mais importantes institutos da Inglaterra, o The Royal Marsden.
— Além de um atendimento de excelência aos pacientes, queremos trazer para o hospital estudos clínicos de medicamentos, reuniões científicas e residência médica em oncologia — projeta Brunetto.
A ideia é tornar o Hospital Ernesto Dornelles referência no tratamento de câncer. Para isso, o serviço oncológico do hospital será transferido para um espaço mais amplo, com área de 391m², três consultórios com capacidade para atender diariamente até 70 pacientes — hoje são atendidos 40 — e um moderno setor de quimioterapia ambulatorial com capacidade para 45 aplicações diárias.
Uma equipe multidisciplinar composta por oncologistas, hematologistas, cirurgiões oncológicos, nutrólogos, cuidados paliativos, grupo de psicologia, enfermagem oncológica, nutrição e fisioterapia estarão à disposição dos pacientes. A projeção é chegar a 80 atendimentos por dia na nova unidade, que será inaugurada amanhã.
Radioterapia é o principal investimento
Para o superintendente administrativo do hospital, Odacir Rossato, além da qualificação dos profissionais, o novo centro de oncologia proporcionará mais conforto e segurança aos pacientes, especialmente por dispor da estrutura hospitalar integrada ao tratamento oncológico, com 291 leitos de internação.
Mas o maior investimento no setor entrará em operação só em 2014. Com aporte de R$ 20 milhões, uma moderna unidade de radioterapia será montada em um dos anexos do hospital.
— Isso é muito importante, pois existe uma grande fila de espera por radioterapia no Rio Grande do Sul — observa Gilberto Schwartsmann.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o uso de radiações no tratamento de câncer eleva as chances de cura. Mesmo quando não é possível curar a doença, a radioterapia pode contribuir para a melhora da qualidade de vida do paciente, porque as aplicações diminuem o tamanho do tumor, o que alivia a pressão, reduz hemorragias, dores e outros sintomas, além de ter menos efeitos colaterais.
Preste atenção
O Centro de Oncologia, no quarto andar do Hospital Ernesto Dornelles (Av. Ipiranga, 1801 — Porto Alegre), não atenderá pelo Sistema Único de Saúde (SUS), somente pacientes particulares e de convênios — principalmente do Instituto de Previdência do Estado (IPE), já que a Associação dos Funcionários Públicos do Estado do Rio Grande do Sul (Afpergs) é a mantenedora do hospital. O telefone de contato é (51) 3217-8550.
Números
— Espaço de 391m² no quarto andar do Hospital Ernesto Dornelles
— Três consultórios com capacidade para atender 70 pacientes por dia
— Quimioterapia ambulatorial com capacidade para 45 aplicações diárias
— Tempo máximo de uma semana em fila de espera por atendimento
— 291 leitos de internação
— 1.264 colaboradores e 2 mil médicos credenciados
— Investimento de R$ 20 milhões em equipamentos para radioterapia









