Versão mobile

Foco no aprendizado26/11/2012 | 07h01

Problemas de visão interferem no alcance de metas de alfabetização

Quase 1 milhão de crianças brasileiras com até nove anos de idade apresentam algum grau de deficiência visual

Enviar para um amigo
Problemas de visão interferem no alcance de metas de alfabetização Ver Descrição/Ver Descrição
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que quase 1 milhão de crianças brasileiras, com até nove anos de idade, apresentam algum grau de deficiência visual Foto: Ver Descrição / Ver Descrição

Para alcançar os Objetivos do Milênio — lançados pela Organização das Nações Unidas em 2000 — no que diz respeito à alfabetização, o Brasil precisa mais do que estreitar o foco somente no conteúdo passado para o estudante em sala de aula. Um país que pretende ser protagonista no cenário mundial e tem quase 13 milhões de analfabetos e 30,5 milhões de analfabetos funcionais — aqueles com mais de 15 anos de idade e menos de quatro anos de estudo, que leem, mas não entendem — necessita prestar atenção também nos porquês de muitos estudantes não absorverem o conteúdo.

Este é o posicionamento do presidente do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Canrobert Oliveira, manifestado em no Dia Nacional da Alfabetização, 14 de novembro.

— A qualidade e a quantidade de visão dos alunos, em alfabetização, é um aspecto importante a considerar — sublinha o médico.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que quase 1 milhão de crianças brasileiras, com até nove anos de idade, apresentam algum grau de deficiência visual. Essas crianças estão indo à escola, mas, muitas vezes, não estão absorvendo o conteúdo. Por isso, os professores e os pais têm um papel decisivo na evolução intelectual dos alunos, uma vez que os problemas de visão, não raro, alteram também o comportamento da criança e seu relacionamento em sala de aula.

O impacto social e econômico deve ser considerado, porque essas crianças também serão adultos que vão faltar ao trabalho mais vezes, uma vez que vão necessitar de mais consultas oftalmológicas e poderão ficar limitados no seu espectro de oportunidades de trabalho.

Saiba mais sobre as dificuldades de visão mais comuns em sala de aula:

:: Miopia — o estudante apresenta dificuldades para enxergar à distância. Quando detém-se ao material dos livros e cadernos, normalmente o aluno sente-se confortável. Porém, dependendo do grau de miopia, se o estudante não for corrigido, pode parecer confuso e o material apresentado pelo professor dificilmente será compreendido, pois ele não enxergará direito nem o conteúdo passado, nem o próprio professor.

:: Hipermetropia — o aluno precisa fazer um grande esforço visual para enxergar. Normalmente, a hipermetropia não corrigida leva o estudante a desenvolver-se mais lentamente em comparação com os demais colegas e, segundo o médico, pode apresentar sintomas como dor de cabeça e cansaço visual.

:: Astigmatismo — a principal característica é a dificuldade para enxergar tanto de perto quanto de longe, associado a um extremo cansaço visual, reclamado pela criança que também se queixa frequentemente de dor de cabeça e dor nos olhos. Esta situação leva ao baixo rendimento escolar e as notas são uma evidência de que há problemas a investigar.



 

Comentar esta matéria Comentários (0)

Esta matéria ainda não possui comentários

Siga @bemestarzh no Twitter

clicRBS
Nova busca - outros